10 de julho de 2026
Geral

Prática esportiva põe adolescentes de Bauru em 3º lugar no Estado

Por Da Redação | Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Adolescentes do Interior paulista praticam mais atividades físicas do que os da Grande São Paulo. É o que aponta estudo das secretarias de Estado da Educação e da Saúde e do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). A região do Estado com mais adolescentes praticantes de atividades é Marília, com 86%. Em seguida vem Presidente Prudente, com 1 ponto percentual atrás. Bauru está logo atrás, com 83%.

Realizado com 2.554 alunos de escolas estaduais com idade entre 10 e 18 anos, o levantamento mostra que 74% dos adolescentes no interior realizam atividades físicas por pelo menos 300 minutos por semana, o indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No litoral este percentual é de 69%. Na Grande São Paulo, incluindo a Capital, 62%.

O governo do Estado mantém programa padrão de atividades físicas. É o Agita São Paulo, referência para a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por pelo menos 30 minutos por dia as pessoas devem manter atividade física: caminhada, esportes, jogos, brincadeiras, aulas de ginástica, alongamento, massagem, entre outros. Já entre crianças e adolescentes esta quantidade deve ser de 300 minutos por semana.

Feliz com a posição de Bauru na pesquisa, a dirigente regional de ensino Vera Nilce Ludke Jarussi credita o resultado a uma série de fatores. “Nesses últimos anos, temos investido na capacitação dos professores de educação física, para que eles trabalhem desde brincadeiras infantis na disciplina até atividades que integrem corpo e mente. O Agita Galera - em um dia do ano as escolas estaduais param para incentivar a prática de atividade física – contribui, assim como a Escola da Família, que abre as escolas para a comunidade. A atividade esportiva é uma das mais procuradas”, frisa.

Também deve ter contribuído para o resultado é o fato de a maioria das escolas de Bauru ter quadra coberta. A benfeitoria permite aulas de educação física e atividades esportivas extra-curriculares mesmo com sol quente e em dias de chuva. Ontem à tarde, por exemplo, alunos da escola Luiz Zuiani tiveram aula de educação física mesmo com calor na casa dos 31 graus. A dirigente de ensino lembra que Bauru muitos alunos da rede estadual vão à escola a pé porque moram perto da unidade de ensino. “E também o relevo da cidade facilita que muitos andem de bicicleta”, ressalta.

Concorda com ela Timóteo Leandro de Araújo, que organizou a pesquisa. “Os estudantes do Interior ainda têm mais opções para atividades físicas. Costumam caminhar. Mas os números da Grande São Paulo são animadores. Mais de 60% seguem a indicação da OMS para atividades físicas”, afirma.

Incentivo

Na rede estadual de Educação o Agita São Paulo ganha o nome de Agita Galera: em um dia do ano as escolas estaduais param para incentivar a prática de atividade física. Todas as escolas estaduais têm em seu cronograma aulas de educação física. Hoje, o Agita Galera reunirá as 5,5 mil escolas estaduais de São Paulo para que alunos e professores tenham uma extensa programação de eventos voltados à prática de atividade física.

Professores de educação física da rede estadual receberam treinamento específico para a atuação no Agita Galera. “Os exercícios físicos fazem parte da rotina de todos. Caminhar, subir escadas, limpar a casa, tudo pode se converter em arma contra o sedentarismo. Essa é a missão do Agita Galera”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

“O programa é referência para todo o mundo, especialmente para a rede de educação de São Paulo. Os alunos paulistas precisam aprender na escola sobre a importância da atividade física”, diz a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

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Meninos e meninas

O estudo do governo do Estado ainda aponta que os meninos fazem mais atividades físicas que as meninas. De acordo com o levantamento, 72% dos adolescentes homens têm 300 minutos de atividades físicas semanais. Entre as mulheres, 62% têm esta rotina.

“Antigamente as mulheres eram um grupo de risco, já que se exercitavam menos. Este estudo mostra que a situação está mudando, que elas praticamente têm o mesmo nível de atividade física que os meninos”, diz Timóteo de Araújo.