11 de julho de 2026
Política

Centrinho espera hoje decisão para liberar a licitação do novo hospital

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Pode terminar hoje o imbróglio sobre o processo de licitação para a conclusão das obras do Centrinho. O assunto voltou à tona na audiência pública para discutir a Proposta Orçamentária do Estado, realizada ontem. Previsto para ser encerrado no final de junho, o processo licitatório para a conclusão do novo hospital do Centrinho ainda não foi concluído. A empresa Uni Engenharia Ltda., que havia ficado em primeiro lugar no processo, foi inabilitada após recurso interposto pela Construtora Cec Ltda.

A empresa Uni tentou recorrer da decisão, mas seu recurso foi impugnado e teve seu mérito negado. Apesar disso, a licitação ainda não foi encerrada, porque a Uni interpôs um contra-recurso, cujo resultado deve ser divulgado no Diário Oficial do Esstado de hoje. A superintendente em exercício do Centrinho, Maria Irene Bachega, afirmou que aguarda um resultado positivo para que as obras sejam concluídas.

Para conclusão do prédio, o Centrinho obteve do Governo do Estado de São Paulo a garantia de liberação de R$ 21 milhões, conforme convênio assinado no dia 6 de maio e publicado no Diário Oficial do Estado no dia 9 do mesmo mês. As principais mudanças na construção envolvem a parte de segurança, como novos elevadores, e mudanças de projeto para evitar infecção hospitalar. O projeto do novo hospital do Centrinho é de 1985, assinado pelo arquiteto Jurandyr Bueno Filho. A pedra fundamental foi lançada em 1989, mas a obra foi paralisada por duas vezes (em 1992 e em 2000) por falta de verbas.

Com 8.500 metros quadrados, o prédio que tem fachada para a avenida Nações Unidas terá capacidade para 200 leitos, o que permitirá ao Centrinho ampliar os atendimentos. O Centrinho atende, há mais de 40 anos, casos mais complexos de deformidades faciais e de síndromes (múltiplas anomalias patogeneticamente relacionadas).

Atualmente, com 91 leitos dedicados integralmente ao Sistema Único de Saúde (SUS), o hospital atende, em média, 250 pessoas por dia nas salas ambulatoriais, somando casos de fissuras labiopalatinas e de deficiências auditivas. Por mês, o Centrinho recebe, em média, 15 pedidos de encaminhamentos de urgência de crianças com anomalias craniofaciais.

A UTI de seis leitos tem taxa de ocupação que chega a 100%. O novo prédio – que terá mais oito leitos de UTI – pode suprir a demanda. “O novo prédio vai permitir aumentar o número de pacientes e melhorar ainda mais a qualidade de atendimento e, por outro lado, investir mais em pesquisa, em parcerias internacionais e na capacitação de profissionais nas áreas de fissuras, síndromes raras e deficiência auditiva”, enumera Nogueira Pinto.