09 de julho de 2026
Bairros

Duas rodovias lideram acidentes

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Nos últimos 12 meses, 17 pessoas perderam suas vidas em duas rodovias que margeiam Bauru e que estão sob a responsabilidade do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), órgão vinculado ao Governo do Estado de São Paulo. Atropelamentos, colisões de todos os tipos e capotamentos foram as causas das mortes.

A campeão de mortes em sua extensão é a Cezário José Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, que devido ao seu histórico recebeu o “honroso” título de “rodovia da morte”. De primeiro de setembro de 2007 até o fechamento desse caderno, nove pessoas haviam morrido em dez acidentes no local e mais oito ficaram feridas gravemente.

A rodovia João Batista Cabral Rennó (Bauru-Ipaussu) é outra campeão de registros. Somente no trecho Bauru-Piratininga registrou, nos últimos 12 meses, nove acidentes, seis mortes e dez vítimas com ferimentos graves.

A rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) no trecho entre Bauru-Marília também já figurou como uma das que mais matavam na região. Porém, a duplicação recente fez com que o número de vítimas fatais caísse de oito, no ano passado, para zero, no primeiro semestre deste ano, no trecho de Bauru.

Já o trecho da João Ribeiro de Barros (SP-225) entre Bauru-Jaú, administrado por uma concessionária, também registra acidentes, mas o número é bem menor. A última ocorrência verificada no trecho da rodovia foi no início do mês, no quilômetro 229 mais 750 metros da via, próximo ao Zoológico da cidade, área considerada urbana.

Na última segunda-feira, quatro acidentes foram registrados na área urbana da rodovia Marechal Rondon. O mais grave foi um engavetamento entre veículos que deixou uma vítima em estado crítico. O último acidente com vítima fatal na mesma via foi registrado no trecho Bauru-Agudos no dia 9 de julho.

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Sem condições

A região da Quinta da Bela Olinda, Parque Colina Verde, Jardim Pagani, Núcleo Nova Bauru, Jardim Ivone e Vila São Paulo, que juntas reúnem milhares de moradores, não conta com nenhuma passarela metálica ou de concreto para facilitar e oferecer segurança para os moradores que residem por ali.

Quem precisa atravessar de uma lado para o outro precisa se deslocar até um túnel subterrâneo, mal iluminado e, segundo os moradores, com um odor insuportável. O resultado não podia ser outro: trabalhadores, donas de casa e crianças invadem o espaço reservado aos veículos, que passam pelo local a mais de 100 quilômetros por hora.

Adalberto Gomes justifica a imprudência dos moradores ao atravessar a rodovia ao informar que o túnel que liga tal trecho é utilizado por traficantes e usuários de drogas. O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) não comentou o assunto até o fechamento desta edição.