10 de julho de 2026
Internacional

Presidente russo vai manter o seu apoio aos separatistas

Folhapress
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Moscou - Uma guerra de declarações por parte de Moscou e Tbilisi vem precedendo a reunião da União Européia que ocorre hoje em Bruxelas para definir a posição do bloco quanto à crise na Ossétia do Sul, iniciada no começo do mês passado.

Em entrevista a uma TV russa, o presidente Dmitri Medvedev deixou claro que “não haverá caminho de volta” na decisão de reconhecer as duas regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e Abkházia como Estados independentes. Nesta semana, Moscou firmará acordo de ajuda militar e econômica com ambas e anunciar a instalação de bases.

Medvedev, que diz não querer confronto com o Ocidente, prometeu revidar, se atacado. Disse não ser “partidário de sanções”, mas ameaçou adotá-las caso a UE também o faça.

Já o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, disse esperar que “a Europa apóie nossa integridade territorial e diga jamais reconhecer essas ações ilegais”, referindo-se à decisão da Rússia de reconhecer a autonomia das duas regiões.

O premiê do país caucasiano, Lado Gurgenidze, declarou que, “se ações contra a Geórgia não receberem reações poderosas e unificadas do mundo livre, então pode haver a tentação de cometer tais ações contra outros Estados soberanos vizinhos”. No encontro de hoje, os líderes da UE deverão optar por sanções diplomáticas contra Moscou, embora estudem aumentar a ajuda econômica e humanitária à Geórgia.