10 de julho de 2026
Regional

Homem é morto por cão da família

Por Chico Neto | Jornal Comarca de Garça, especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Alvinlândia - A população de Alvinlândia (90 quilômetros de Bauru) foi abalada ontem por uma tragédia inexplicável até o momento. O morador Antônio Lúcio de Souza, 34 anos, faleceu vítima de ferimentos graves provocados pelo cão da família, no pescoço e na face. O ataque ocorreu no quintal da vítima, por volta das 11h. Não há testemunhas do fato. Quando o rapaz foi encontrado por um dos vizinhos, já estava sem vida.

O caso é um mistério, já que, segundo os familiares, o animal, de nome “Duque”, seria extremamente dócil. Souza residia com a mãe Maria Josefa de Jesus e uma sobrinha de 16 anos na casa 139 da rua Fausto Couto, periferia da cidade. No momento do fato, ele estava sozinho no imóvel. Por isso, não há informações precisas de como ocorreu o ataque.

Embora convivesse com todas as pessoas da residência e demonstrasse maior afinidade com Souza, o cachorro pertencia ao irmão da vítima, Miguel Ângelo de Souza, que mora numa casa nos fundos do amplo terreno. Abalado, ele não quis comentar a tragédia. Apenas disse que o animal é manso e nunca demonstrou sinais de ferocidade. “Não entendo o que aconteceu”, lamentou. A mãe da vítima, Maria Josefa, em estado de choque, não conseguiu falar nem mesmo com a polícia.

A delegada Márcia Cassoni, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Garça, e que responde interinamente pela Delegacia de Alvinlândia, esteve no local e descreveu como assustadora a cena encontrada no quintal da casa. “Nunca vi algo parecido”, descreve a delegada.

O animal concentrou o ataque no rosto e pescoço da vítima, esfacelados pelas mordidas. Ferido com extrema gravidade, Souza praticamente morreu no local. Quando o médico chegou para prestar socorro, ele já estava sem vida. Márcia Cassoni não encontrou testemunhas presenciais do fato. Segundo ela, foi uma vizinha que tirou o cachorro de cima da vítima, mas ela não viu como tudo começou.

Para a delegada, uma das hipóteses é que Antônio Lúcio, que sofria de epilepsia, tenha sido mordido no momento em que sofreu um ataque e caiu perto do cachorro. “Nós encontramos um osso perto do corpo. Possivelmente, o cachorro que roía o osso, tenha se assustado com a vítima se debatendo no chão e, instintivamente, atacou, talvez até mesmo em defesa do alimento”, comentou a delegada.

Após levantamento da Polícia Técnica, o corpo de Souza foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Marília. Márcia Cassoni informou que inquérito policial será instaurado para apurar os fatos. “Nós queremos saber se o cão era perigoso e se houve ataques semelhantes. Em suma, vamos apurar se o animal devia estar preso e se o proprietário não teve a devida cautela em sua guarda”, explicou.