10 de julho de 2026
Regional

São Manuel e Botucatu sugerem marginal para ‘furar’ novo pedágio

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

São Manuel - A inevitável instalação de mais uma praça de pedágio na rodovia Marechal Rondon (SP-300) em Botucatu volta a ser discutido esta semana na Casa Civil do governo estadual. Políticos de São Manuel (69 quilômetros de Bauru) e Botucatu lutam para barrar a instalação que, entendem, deverá prejudicar os setores comercial e industrial dos municípios da região de Bauru.

Uma alternativa para amenizar o impacto da praça de pedágio será apresentada ao governo estadual amanhã. “A idéia é propor a construção de uma via alternativa só para os moradores das duas cidades, caso se confirme a instalação da praça de pedágio. Não queremos o pedágio, mas se isso acontecer, temos que ter uma alternativa para a população não pagar”, sugere o prefeito de São Manuel, Flávio Roberto Massarelli Silva (PSB).

Depois de receber um não do secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, há pouco mais de um mês, a força-tarefa, formada por políticos e representantes da região, faz nova investida junto ao governo do Estado. “Na próxima quarta-feira, vamos à Casa Civil tentar sensibilizar as autoridades de que a instalação de nova praça de pedágio irá prejudicar a população, o setor comercial e industrial”, frisa Silva. A esperança agora se concentra na capacidade de articulação política do sub-secretário da Casa Civil do governo do Estado, Rubens Cury, ex-prefeito de Pedernerias e interlecutor da região de Bauru junto ao governo do Estado.

O pedágio está planejado para o quilômetro 261 mais 12 metros, com cobrança bidirecional (duas vias). São três mil pessoas que transitam diariamente de São Manuel para Botucatu e vice-versa, ressalta Silva. “São 1.300 trabalhadores, estudantes e usuários do hospital da Unesp, em Rubião Júnior.”

A força-tarefa é encabeçada pelos prefeitos de São Manuel e Botucatu, Antônio Mário de Paula Ielo (PT), e conta ainda com representantes de várias entidades que vão tentar pressionar as autoridades estaduais pela não instalação. Silva ainda tem esperanças na possibilidade da não instalação da praça de pedágio. “Estamos levando um abaixo-assinado com cerca de 50 mil assinaturas e estamos esperançosos”, argumenta.

De acordo com Silva, a situação está na fase de licitação. “A previsão é que, no ano que vem, seja instalado o pedágio, mas ainda está em fase de licitação.”

Briga

Em julho, uma força-tarefa encabeçada pelos mesmos prefeitos contou com a participação de vereadores e tentou sensibilizar o secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, e técnicos da secretaria.

O apelo não encontrou eco, segundo informações do vereador de Botucatu, Luiz Aurélio Pagani (PT), à época. Segundo Pagani, a concessão será por 30 anos e a previsão de arrecadação prevista para os pedágios de Agudos, Areiópolis e Botucatu será de aproximadamente R$ 800 milhões e apenas R$ 15 milhões serão investidos na rodovia Marechal Rondon.