É geradora de muita felicidade, uma felicidade difícil de ser alcançada normalmente. Diverte, descontrai e até une pessoas diferentes. Porém, causa sérios danos à saúde e pode trazer graves conseqüências para nossas vidas. É a bebida alcoólica, que cerca a sociedade num imenso prazer degustativo e, ao mesmo tempo, proibido.
A Lei Seca, uma lei que estimula um limite de 6 dg/L de álcool no sangue para qualquer cidadão no trânsito, entrou em vigor há pouco tempo e já causa muita polêmica. Uma lei radical, podendo prender o indivíduo em flagrante se houver infração. Ao mesmo tempo que desestimula o consumo etílico desenfreado, diminui os riscos de acidente. O Brasil possui, em média, trinta e cinco mil acidentes de automóvel por ano. Apesar da rigidez da Lei Seca, ela prevê uma grande diminuição de problemas no trânsito, assim como a própria saúde pública, que se debulha nos encantos do álcool e gera milhares de consumidores viciados. As reuniões entre amigos e o futebol de domingo ainda podem ser apreciados, mas se dirigir, sem a presença dos fermentados e destilados.
A população brasileira precisa de leis rigorosas, ou continuará com as tristes cifras de mortes por acidente de trânsito. Assim como as propagandas de cigarro foram proibidas, indubitavelmente os comerciais de cerveja deveriam ser abolidos. Sem o incentivo e a imagem que demonstra o prazer, o comércio de bebidas alcoólicas não faria tanto sucesso, conseqüentemente diminuindo os grandes problemas causados.
Isabela Zamboni Moschin