08 de julho de 2026
Internacional

Japão: impopular, Fukuda deixa cargo de premiê

Folhapress
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Tokio - Yasuo Fukuda, 72 anos, renunciou ontem ao cargo de primeiro-ministro do Japão, em meio a indicadores econômicos ruins e ao imobilismo do governo, diante de um Parlamento em que a oposição, majoritária no Senado, conseguiu obstruir sistematicamente todos os grandes projetos oficiais.

O PLD (Partido Liberal Democrático), conservador, deverá definir em duas semanas um novo líder para a chefia do governo. Alguns analistas acreditam que, por enquanto, o nome mais forte para a sucessão seja o do ex-ministro das Relações Exteriores Taro Aso, 67, que Fukuda nomeou há um mês como líder de seu partido.

Há, no entanto, outras alternativas. Takao Toshiwawa, analista citado pelo “Financial Times’’, embora acredite no favoritismo de Aso, não descarta a possibilidade de a liderança ser disputada por Yuriko Koike, a mais proeminente política do partido oficial e que foi recentemente ministra do Meio Ambiente e da Defesa.

Há ainda a possibilidade de um dos jovens deputados se tornar premiê, ou mesmo de Junichiro Koizumi aceitar interromper a aposentadoria política para, como o mais popular premiê de sua geração, cair na tentação de tentar recriar o período 2001-2006, quando exerceu o poder com bons índices de popularidade.

O premiê demissionário afirmou estar deixando o poder “para evitar o vazio político”, criado pelos impasses entre situacionismo e oposição em questões delicadas, como o abastecimento de forças navais aliadas no Afeganistão ou a escolha de um novo presidente para o Banco Central.

Fukuda, que é aliás filho de um ex-premiê japonês, enfrentava um baixíssimo índice de aprovação, de 29%, que não melhorou nos últimos dias, apesar do pacote econômico que anunciou na semana passada para tentar evitar a aceleração da recessão na segunda economia do planeta, depois dos Estados Unidos.