10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bancários protestam contra banqueiros e pedem reajuste de 31%

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, ligado à Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), realizou ontem mais um protesto em continuidade à campanha salarial da categoria. Com carro de som e cartazes, os sindicalistas se dirigiram à frente de uma das agências do Bradesco, no Centro, para questionar o que consideram ‘lucros astronômicos’ dos bancos em detrimento às perdas salariais dos bancários.

Segundo o diretor do sindicato Carlos Alberto Castilho, o Beto, a intenção é realizar vários protestos, alternando bancos privados e públicos. Amanhã, eles devem fazer a manifestação em frente ao Banco do Brasil, também no Centro. “Hoje (ontem) nós escolhemos o Bradesco, mas é uma manifestação de toda a categoria”, salientou.

As principais reivindicações dos bancários são 31% de reposição salarial para toda categoria. O percentual, segundo Castilho, é referente ao total de perdas da categoria. No entanto, o sindicalista afirmou que, no caso dos bancários dos bancos públicos – Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Brasil (BB) –, as perdas ultrapassam em muito esse percentual. “Na CEF as perdas chegam a 104% e no BB, 92%. Então, as perdas são brutais”, disse.

Diante disso, ele ressaltou que, além da reposição imediata de 31% para todos os bancários, a categoria quer um plano de recuperação e reposição das perdas do BB e da CEF e um gatilho sempre que a inflação atingir 3%, a título de proteção para o salário dos trabalhadores. “Talvez a comunidade não saiba, mas o bancário hoje ganha menos de três salários mínimos. Nós que estamos entre um e três salários mínimos somos os que mais sofrem com a inflação porque ela tem causado aumento justamente naqueles produtos de primeira necessidade”, frisou.

Castilho destacou ainda a necessidade de realizar contratações de bancários, sobretudo para as agências da CEF onde, de acordo com ele, há escassez de trabalhadores, já que os funcionários terceirizados estariam sendo demitidos, sem a devida reposição para atender a população. “Nós somos contra a terceirização, mas queremos que esse postos de trabalho que eram ocupados por terceirizados sejam ocupados por funcionários da CEF, através de mais contratações”, ressaltou.