08 de julho de 2026
Política

Caio resiste a ataques de Rodrigo e Rosa

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O tucano Caio Coube comentou ontem que não tem interesse em reagir a ataques vindos da candidata Rosa Izzo (PDT). Embora uma parte do conteúdo das críticas seja mais apelativo, o candidato da aliança União por Bauru disse ontem que já tinha conhecimento do ocorrido. De outro lado, o tucano também está recebendo críticas do adversário Rodrigo Agostinho (PMDB), mas estas no campo político.

Apesar de resistir em ir para o confronto com os adversários, o tucano disse que não se espanta com a postura da adversária. “Continuo fazendo a campanha dentro do planejado, discutindo sim os problemas da cidade, mas de natureza de gestão, o que inclui o enorme endividamento das gestões passadas. Mas não vou alterar esta conduta por causa do tom apelativo. O grupo adversário é o que tem maior vulnerabilidade, cujos problemas são conhecidos da maior parte da população e estão no campo de um passado de corrupção, questões do Judiciário. Eu discuto o que foi feito de errado e o que propomos para acertar”, pontuou o empresário.

Na visão de Caio, é desperdiçar energia imaginar que chamá-lo de candidato dos ricos vai resolver os problemas da cidade. “Quem mais precisa e continua precisando dos serviços públicos é a população de menor renda, dos bairros periféricos. O orçamento da prefeitura via para saúde, educação e assistência social, então não existe essa história de candidato de rico porque na prática da gestão isso não existe”, ampliou.

Em campanha no Núcleo Joaquim Guilherme, anteontem, Rosa repetiu a estratégia de tentar se colocar do lado da periferia. Entretanto, quando trata dos problemas com a Justiça enfrentado pelo ex-prefeito, Izzo Filho, Rosa também não deixa de dar alfinetadas, questionando o bloqueio de bens e as condenações criminais que o ex-prefeito recebeu.

Do lado de Rodrigo Agostinho (PMDB) as críticas contra Caio estão concentradas dentro de questões políticas. Ontem à noite, em reunião com membros da Juventude do PT, no Centro, Agostinho criticou o modelo neoliberal representado pelos tucanos e não poupou o governo municipal.

Com relação ao governo do prefeito Tuga Angerami, do qual foi secretário de Meio Ambiente, Rodrigo apontou que a administração não tem mantido diálogo com o sindicato que representa os servidores. Outros pontos abordados pelo peemedebista é que não existe integração entre as secretarias municipais e que o modelo adotado é vertical e hierarquizado, sem contemplar plano de carreira para os funcionários.

Mas o candidato da aliança Bauru de Todos deixou claro que a estratégia agora é a de criticar as gestões estaduais do PSDB e, por outro lado, mostrar que sua coligação tem afinidade com o governo federal.

Trazendo a discussão para o nível local, integrantes da aliança liderada por Rodrigo citaram que a estratégia não é atacar o candidato Caio Coube, mas o modelo tucano, que, segundo eles, “defende o estado mínimo e o desmanche da máquina pública”.

Rodrigo antecipou que nos próximos programas eleitorais haverá abordagem sobre as privatizações do sistema ferroviário, de telefonia e elétrico e o impacto negativo que elas tiveram no fechamento de postos de trabalho.