O diretório municipal do PTB, em Bauru-SP, por seu presidente, vem, pelo presente, manifestar sua total concordância e solidariedade ao ex-deputado federal, ex-secretário de Estado da Agricultura e ex-prefeito de Bauru, Antonio Tidei de Lima (PV), especialmente quanto aos termos de sua manifestação, publicada ontem na coluna “Opinião” desse conceituado Jornal da Cidade. Tomamos a liberdade, entretanto, de lembrar um outro “ícone negativo” da nossa cidade, que o missivista esqueceu-se de mencionar, e que também poderia ter sido alvo de comentário do candidato do PSDB a prefeito de Bauru, Caio Coube, em sua exposição na Assenag, na última segunda-feira: a construção da avenida Nações Unidas Norte!
Sim, porque foi na gestão do ex-prefeito Tidei de Lima que o ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho (PTB/SP) destinou, a fundo perdido, a contratação da citada obra, sendo que o ex-prefeito participou, inclusive, da assinatura do referido contrato. Além disso, a obra chegou a ter a sua Ordem de Serviço expedida e a empreiteira encarregada iniciou a instalação de seu canteiro de obras.
Entretanto, assim que tomou posse, em 1995, o governo do PSDB, a título de realizar um levantamento da situação financeira do Estado, suspendeu, entre outras, a citada obra, acabando por se enredar numa complicada situação, a ponto de até hoje, 13 (treze) anos depois, não conseguir retomá-la, em nítido prejuízo para nossa Bauru!
Nem mesmo tentando atrelar sua conclusão à obtenção de recursos com a privatização da rodovia Marechal Rondon, contrariando o formato inicial, da época do Tidei, onde os recursos viriam do próprio Estado, a fundo perdido, conseguiram retomá-la! Mas a aludida privatização vem aí, mesmo sob protesto de empresários e cidadãos de vários municípios da nossa Bauru e Região, que vão suportar o peso das tarifas dos pedágios que serão instalados!
Nem se fale na “surrada” e infundada alegação de “superfaturamento” para a suspensão dessa importante obra, porque quando da licitação da avenida Nações Unidas Norte, entre outras obras paralisadas pelo Tucanato, não existia ainda o Plano Real, e a inflação oficial chegou a picos de 40% ao mês! Assim sendo, é óbvio que ao se confrontar o orçamento dessas obras, depois de alguns anos da vigência do Plano Real, essa diferença decorrente da comparação dos índices inflacionários, utilizados na formação dos respectivos orçamentos, seria percebida.
Ainda assim, muitas obras que foram paralisadas na mesma época foram retomadas mediante “descontos” globais de 20%; notem bem, 20% globais, em orçamentos muitas vezes projetados 5 (cinco) anos à frente, que foram elaborados antes do Plano Real, levando-se em conta uma inflação mensal de, até, 40%! Foi o caso do Hospital Estadual de Bauru, por exemplo (vide matéria do JC, à época)! Assim sendo, não se fale em “superfaturamento” para se paralisar uma obra dessa importância! Ao ensejo, enviamos nossas melhores “Saudações Trabalhistas”!
Ricardo Oliveira - presidente do PTB-Bauru