08 de julho de 2026
Turismo

Romance em Paris

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Impossível não se deixar seduzir pelo charme de Paris. A cidade das luzes, pontes, arcos e museus.

De Montmartre, do Quartier Latin, das lojas e cafés de Saint-Germain-des-Près, dos canteiros sempre floridos... Um destino que encanta sempre. Uma, duas, dezenas de vezes. Quem nunca a colocou no roteiro durante uma escapada até a Europa que atire a primeira... rosa.

Prova de que é única, encantadora, apaixonante. Romance, história, cultura, gastronomia. Tudo se encontra nessa elegante cidade, o que lhe garante lugar cativo no imaginário e no coração de povos de todas as partes, incluindo brasileiros. Pesquisa recém-divulgada a coloca em lugar de destaque: mais de 23% de internautas consultados desejam viajar para lá ainda este ano.

Para esse público sedento de coisas belas, chegou a melhor época do ano. Passada a alta temporada, de verão escaldante e com gente por todos os lados, as passagens aéreas sofrem redução, aumenta a oferta nos hotéis e fica muito mais fácil entrar no Louvre, na Sacré-Coeur e em Versalhes. Praticamente sem filas.

E tudo conspira para uma esticada por outros pontos do país, como a mágica Provence, uma das regiões mais belas para se visitar “antes de morrer”. Fonte de inspiração eterna para pintores e poetas. Terra dos campos floridos, do cheiro de lavanda no ar e de uma cozinha de aromas.

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Nos cafés, vendo a rua viver

A Cidade Luz é também a cidade dos cafés. E leva isso muito a sério. São cerca de 10 mil estabelecimentos do gênero, locais em que o levantamento de xícara é exercício sagrado no dia-a-dia. São locais em que se aproveita para descansar, para encontrar amigos, para discutir negócios ou simplesmente para ver a vida passar. Émile Zola, cujos restos repousam no Panteão de Paris, escreveu certa vez que “nos cafés estão as grandes multidões silenciosas vendo a rua viver”. É isso.

O primeiro café foi aberto em 1672, no quarteirão do Museu do Louvre. Não existe mais, deixando para o Le Procope o título de mais antigo, aberto em 1686 pelo siciliano Francesco Procópio dei Cotelli. Há quem diga que é o mais antigo no mundo em funcionamento, mas o gerente prefere ficar apenas com o título francês, para encurtar a conversa.

Molière, no século 17, Benjamin Franklin, Voltaire e Napoleão, no século 18 passaram por lá. Tornou-se impossível pensar em Paris sem lembrar-se da imagem romântica de grandes artistas e intelectuais discutindo os rumos do mundo sentados num desses charmosos cafés da margem esquerda do Sena. Faça como eles e sente-se para ver a rua viver. Anote alguns endereços:

De Flore – Boulevard Saint-germain, 172, metrô Saint-Germain-des-Près.

Café de La Paix – Boulevard des Capucines, 12, metrô Ópera.

Café de Paris – Champs Elyssés, 93. Metrô George V.

Le procope – Rue de L’ Ancienne-Comédie, 13, metrô Odéon.

Les Deux magots – Place Saint-Germain-des-Près, 6; Metrô Saint-Germain-des-Près.