10 de julho de 2026
Geral

Justiça decide hoje se libera os oito presos na operação “Garra Rufa”

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

A Justiça decidirá hoje o futuro das oito pessoas ainda presas durante a Operação “Garra Rufa”. Elas são suspeitas de integrar uma quadrilha que patrocinava ações judiciais para forçar o Estado a comprar medicamentos de alto custo, fora da lista de distribuição gratuita. Sob a acusação, foi expedido contra elas mandato de prisão temporária de cinco dias. O prazo expira hoje, mas pode ser renovado.

Para impedir que o representante de laboratório farmacêutico Dalton Araújo Pereira permaneça encarcerado, o advogado dele, Thiago Luís Rodrigues Tezani, esteve ontem no Fórum de Quatá, onde protocolizou pedido preventivo para a não renovação da prisão temporária. “O delegado nos adiantou ontem (anteontem) que vai pedir prorrogação”, explica. A medida, no entanto, não envolveria os oito acusados.

Os de Bauru (Pereira e o advogado Guilherme Goffi de Oliveira), assim como outros dois suspeitos, decidiram que só se pronunciarão sobre o caso em juízo. Na delegacia Seccional de Marília, de onde saíram na madrugada de ontem, não responderam às questões formuladas pelos delegados. Conforme o JC divulgou, adotaram a estratégia de defesa alegando falta de acesso às provas do inquérito policial, que será relatado hoje, conforme previsão inicial.

Extenso, o documento de vários volumes informa como os suspeitos seriam beneficiados pelo esquema baseado na venda de medicamentos de alto custo para psoríase. Caros, os remédios rendiam depósitos em contas, viagens e passagens aéreas, conforme adiantaram os delegados envolvidos no trabalho, quando a operação foi desencadeada.