Ainda no inverno – a primavera começa só no próximo dia 22 -, ontem foi o dia mais quente deste ano em Bauru. O Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) registrou 33,6 graus às 16h15, contra os 33,1 graus marcados em janeiro deste ano.
O sol forte no céu com poucas nuvens e a baixa umidade do ar, causada pela ação de uma massa de ar seco e pela estiagem prolongada, contribuíram para a sensação de clima de deserto que perdurou o dia todo. A boa notícia é que há previsão de pancadas de chuva para amanhã e domingo e queda nas temperaturas.
Não chove em Bauru desde o dia 10 do mês passado. Mas de acordo com o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), hoje o tempo já vai estar diferente. A previsão é de predomínio do sol, mas as temperaturas estarão amenas, entre 14 e 25 graus. Para amanhã, a probabilidade de pancadas de chuva à tarde é de 50%, segundo o CPTEC e a temperatura deve variar entre 16 e 24 graus. Para domingo, há possibilidade de pancadas de chuva e as temperaturas devem continuar amenas.
Em setembro costuma chover mais que em agosto, mas não muito. A média histórica do mês, com base na quantidade de chuva em setembro dos últimos dez anos, é de 64 milímetros, segundo o IPMet. Mas em setembro do ano passado, por exemplo, o acumulado de chuva não passou de 3 milímetros. Já em 2000, foram 123 milímetros.
Calor
O calor deve voltar a se intensificar na terça-feira, quando a previsão da temperatura máxima é de 33 graus, de acordo com o CPTEC. Para quinta-feira, a tendência é de mais calor: máxima de 36 graus. Se a previsão se confirmar, a temperatura ainda estará dentro do normalidade. As estatísticas do IPMet, com base nas temperaturas extremas máximas dos últimos dez anos, mostram que setembro é mesmo um mês de muito calor.
No ano passado, Bauru registrou 35,4 graus em setembro. A recorde dos últimos dez anos é de setembro de 2004, de 37,1 graus. Mas ontem, por estar calor desde a manhã – a temperatura mínima foi de 19,6 graus às 6h35 -, na rua a sensação era de verão. “A gente não agüenta ficar no sol. Tem que correr para a sombra. O bom mesmo seria ficar no ar condicionado”, comentou o professor Carlos Eduardo de Oliveira, que ontem precisou andar pelo Centro da cidade. Uma mostra que realmente o dia estava quente era que às 20h30 o IPMet ainda registrava 27 graus.