08 de julho de 2026
Regional

Crack e cocaína preocupam Bariri

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Bariri - A maconha perdeu “status” para a cocaína e o crack em Bariri (56 quilômetros de Bauru), a medir pelas prisões e apreensões feitas recentemente. O que mais preocupa é o envolvimento de adolescentes nas ocorrências.

Segundo a Polícia Militar (PM), nos últimos 15 dias, foi apreendido um quilo de cocaína. Um pacote da mesma droga, com aproximadamente meio quilo, teria sido descartado pelo acusado de tráfico e não localizado.

A maior apreensão foi feita na estrada que liga Bariri a Jaú. “Essa droga seria distribuída em Bariri. Um casal, que mora em Bariri, foi preso em flagrante. O rapaz não é muito conhecido, mas a moça é bastante conhecida, por tráfico com passagens pelo crime,” comenta o tenente Márcio Michelacci.

Ele afirma que, na última semana, faltou pouco para que a PM apreendesse mais meio quilo da droga. “ Quando o traficante percebeu a presença da polícia, jogou o pacote em um matagal. Ele estava de moto. Não achamos a droga. Era cocaína. Ele confessou que tinha ido buscar”, relata.

Segundo Michelacci, o tráfico de drogas tem tirado o sono das autoridades. “É a nossa principal preocupação. Neste ano, fizemos 16 prisões por tráfico de entorpecentes.”

Na opinião do tenente, não há um ponto específico de venda e uso da droga na cidade. “São vários pontos que a polícia já constatou: um barracão abandonado e uma lanchonete que muita gente freqüenta para fazer uso de drogas. No Centro, próximo do lago, e na Praça Diamante também fazem uso de entorpecentes. A viatura tem batido direto nesses locais”, frisa.

O tenente garante que são feitas muitas abordagens visando apreensões e prisões de traficantes. “Sempre fazemos abordagens. Os mototaxistas que saem são abordados quando retornam. O serviço de inteligência de Jaú trabalha bem essa parte. Fazemos o trabalho preventivo nas escolas com o Proerd e JCC.”

Menores vendendo

O presidente do Conselho Tutelar de Bariri, J. Cardoso, está preocupado com a situação dos menores envolvidos com drogas. Ele acha que houve uma mudança na comercialização. “Antigamente, quem vendia era o homem de confiança do traficante. Na primeira mudança, os rapazes entraram no comércio e agora, quem está vendendo são meninas de 14 anos. É a droga fragmentada. É o traficante usuário”, define.

Segundo Cardoso, há um índice elevado de menores envolvidos que nem vão à escola. “A cocaína e o crack predominam sobre a maconha”, finaliza.