09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A greve da Polícia Civil


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Em 2007 de acordo com o último levantamento do Dieese, 87,7% das negociações entre empregador e empregados ficaram acima da inflação que gira por ano em torno de 4 a 7%. O que os policiais civis reivindicam é corrigir os salários diluídos pela inflação que já dura anos, estabelecer ganho acima da inflação e reestruturar as carreiras dentro da Polícia Civil. Segundo INPC, que serve de base para atualizar salários, acusou alta de 7,28% nos últimos 12 meses, os policiais que têm data-base no primeiro semestre do ano o governo ignora e não dá a mínima satisfação. Este é o motivo do estado de greve que atinge a corporação, visto que estão sofrendo o mesmo dissabor de receberem salários miseráveis e incompatíveis com a dignidade da função e com as necessidades da família.

Que governo é esse (PSDB) que permite chegue a classe policial, ao estado de autêntica miserabilidade, de intolerável indigência, principalmente entre os aposentados civis ou militares. Que políticos são esses que deixam as coisas chegarem ao ponto de submeterem seus agentes ao constrangimento de terem que arrecadar comida para promover sua mesa? Que insensibilidade é essa que assiste impassível ao vexame por que passam seus agentes, sejam eles civis ou militares perdendo a sua dignidade. Será que esse “baile” não terá fim? Não me recordo, revendo toda a história de nosso Estado de outra situação similar, tão vergonhosa, tão triste, tão angustiante que vivem neste momento os aposentados tanto civis ou militares.

O policial paulista tem tradição de não faltar à sua missão em benefício da sociedade e ao longo de décadas tem dado mostra de seu valor, no exercício dessa tão difícil, penosa e às vezes incompreendida atividade.

O policial paulista da ativa tem sabido complementar seu minguado salário com uma função externa, quer como segurança, com pequeno comércio, embora sejam proibidas pelo comando. Ocorre que essa situação não pode ser definitiva, sob pena de esgotamento físico e psicológico, a dano do policial, de sua família e do próprio serviço.

O cidadão por sua vez, vê crescer a onda de violência porque os policiais passam a perder as condições ideais para contê-la. Para onde nos levará essa situação? Restam soluções? Resta uma esperança? Até quando o governo do PSDB se fará surdo ao clamor da classe policial?

Um dos princípios da democracia é a alternância do poder. A solução é mudar! A esperança é trocar, é votar contra. Seu voto, policial, é a arma preciosa e oportuna para dar um basta à desconsideração que esse cruel governador (PSDB) está praticando com você, com sua instituição e com sua família.

As eleições são santo remédio e a oportunidade que temos de expurgar da vida pública aqueles personagens que nela se enfiam para satisfazer as mesquinhas exigências do ego, ignorantes de que a política deve ser o campo onde se exercita a vocação para o serviço público. Vamos começar a votar contra nessa eleição municipal tanto para prefeito bem como para vereadores. O governo é radical, sejamos, nas urnas, radicais também.

Francisco Macegoza - RG 4.860.818