09 de julho de 2026
Política

Problemas com radares voltam a ser alvo

Alcir Zago
| Tempo de leitura: 2 min

Na sessão de ontem da Câmara Municipal de Bauru os vereadores criticaram a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) pelas falhas na operação de radares e lombadas eletrônicas na cidade. Os parlamentarem disseram que é preocupante a atuação da empresa somente após o problema vir a público.

Em recente reportagem, o JC apontou falta de conjunto óptico (flashes e lentes), existência de laços de apenas 70 centímetros de largura em cada faixa das pistas para registrar a velocidade de motos e exposição de laços na pista. Após a publicação da matéria, a Emdurb reconheceu as falhas e instalou flashes nos 11 equipamentos que não dispunham do dispositivo. Os conjuntos menores estão em cinco radares, conforme o esquema de rodízio no funcionamento adotado pela empresa, que permanece.

José Carlos de Souza Pereira Batata (PT) foi um dos parlamentares que criticaram a ação da empresa após os problemas terem vindo a público. “Tínhamos radares apenas de enfeite e a Emdurb só corrigiu o problema após a publicação da matéria”, disse ele em relação à reportagem do JC. “Falta um projeto para o trânsito de Bauru”.

A falha nos radares já havia provocado reação da Câmara Municipal. A Comissão de Obras, Serviços Públicos, Habitação e Transportes solicitou da Emdurb cópias de documentos que tratam da operação dos radares e lombadas eletrônicas na cidade, desde a licitação até o contrato atualmente em vigência.

Paulo Madureira (PP) disse ontem que a análise dos documentos permitirá verificar o que contempla o contrato e se está ocorrendo descumprimento. Segundo ele, o que preocupa é o fato da Emdurb ter tomado providências somente após a veiculação da reportagem.

Outro ponto abordado pelo Legislativo local é com relação à possível ausência de legislação para que os agentes de trânsito (os azuizinhos) possam efetuar as autuações. Presidente da comissão, João Parreira (PSDB) comentou na sessão de ontem que aguarda o envio da cópia do contrato da empresa municipal com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). De acordo com ele, a Emdurb atua sem autorização legislativa.

Para Madureira, se a questão for confirmada, criará impasse. “Se a Emdurb não tiver convênio de acordo com a lei, as multas terão de ser ressarcidas”, pontuou ele.

Marcelo Borges (PSDB) também entrou na discussão. Segundo o vereador, é preciso que o prefeito dê respostas sobre o sistema viário da cidade.

Através da assessoria de imprensa, a Emdurb informou que tem legitimidade para a realização de todas as atividades do sistema viário conforme as leis municipais 2.166 (25/09/1979), 3.570 (02/06/1993), alterada pela lei 5.423 (09/02/2007), e 4.665 (24/04/2001), combinadas com a lei federal 9.503 (23/09/1997).