Daiane Cristina Barbosa, 21 anos, teria demonstrado frieza frente à morte da própria mãe, conforme relato de pessoas atentas consultadas pela reportagem. Ainda assim, se passou por vítima antes de confessar o crime. Antes de ser presa, afirmou à reportagem que conversou com a mãe pela manhã, antes de ir ao trabalho, e afirmou não ter notado nada de estranho em seu comportamento.
Negou que Maria Nilcéia tivesse dívidas com agiotas ou relacionamentos que pudessem motivar um crime ou suicídio. “Ela era uma pessoa normal. Tinha algumas dívidas, mas de loja, nada demais”, disse. Daiane contou ainda que, por alguns dias, a mãe teve que usar álcool para cozinhar, por ter ficado sem gás. Mas o problema teria sido resolvido ontem. Segundo a Polícia Militar, a torneira do gás estava aberta e havia bitucas de cigarro em um cinzeiro sobre a pia, próximo ao fogão.
Maria Nilcéia Barbosa, de 39 anos, morou a vida toda no mesmo endereço, de acordo com vizinhos consultados pela reportagem. Eles relataram que não ouviram nenhum barulho, nem perceberam nada de anormal no comportamento da vítima. Uma moradora ainda informou que a vítima saiu e varreu a calçada como de costume. Na hora do ocorrido, ninguém ouviu barulho ou explosão, apenas começaram a sentir cheiro de queimado, mas não associaram com um possível incêndio ou acidente.
Quando a polícia chegou, o portão de entrada e as portas principais estavam trancadas. Somente a da cozinha estava aberta.