São Paulo - Uma bancária de 43 anos foi morta com um tiro no peito durante uma tentativa de assalto, na noite de anteontem, na zona oeste de São Paulo. O marido dela, um mecânico de 36 anos, foi ferido no rosto por estilhaços de bala e vidro. O carro onde o casal estava tinha parado num semáforo no Butantã. O criminoso fugiu a pé, sem levar nada.
Segundo a Polícia Civil, o assaltante atirou duas vezes contra o vidro do carro depois de o casal ter se assustado com o anúncio do assalto.
O mecânico João Carlos Bueno, que dirigia o veículo, contou aos policiais que levantou os braços para mostrar ao ladrão que não estava armado. O criminoso teria entendido o gesto como uma reação e disparou.
A mulher de Bueno, Valéria Maria Hernandes Bueno, estava no banco do carona do Mercedes Classe A, ano 2000. Na avenida Escola Politécnica, o carro parou num sinal vermelho, por volta das 21h50.
Segundo o relato do sobrevivente à PM, um homem armado, magro e alto, com camiseta vermelha, se aproximou pelo lado do motorista, bateu no vidro e anunciou o assalto. O criminoso obrigou o motorista a abaixar o vidro escuro. De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 51.º DP, Bueno se assustou e ergueu os braços para mostrar que não estava armado.
O assaltante então fez dois disparos. Um tiro acertou Valéria. Estilhaços de vidro e de bala atingiram o olho esquerdo do marido dela.
O casal foi socorrido e encaminhado ao Hospital Universitário da USP. Valéria foi transferida ao Hospital das Clínicas, onde morreu às 4h de ontem.
Funcionários do Hospital Universitário informaram que Bueno não corre risco de morte e passará por exames para avaliar se a visão foi afetada. Ele está sedado, segundo o hospital.
O semáforo onde ocorreu a tentativa de assalto possui aparelho de radar fotográfico. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que, apesar de o sistema funcionar, ele não gera multas porque está em fase de testes.
Casados havia 14 anos, Bueno e Valéria têm um casal de filhos, de 13 e 12 anos, que não estava no carro.