São Paulo - O Brasil continua a ser um lugar difícil para os negócios, segundo o relatório Doing Business 2009, publicado ontem pelo Banco Mundial. O país está em 125.º lugar, atrás de nações como Uganda e Mongólia. O país subiu uma posição em relação ao índice passado, com destaque positivo para o quesito comércio exterior.
O ranking mede a dificuldade de um empreendedor para o “registro de propriedade”, “emprego de funcionários” e a burocracia para “abrir” e “fechar um negócio” em 181 economias. São nove variáveis como impostos e acesso ao crédito. Nossa melhor performance foi em relação ao comércio exterior - o processo leva 14 dias e precisa de oito documentos. Há elogios à adoção dos sistemas Merchante, para importação, e Siscomex, para exportação. Mesmo assim estamos distante do Canadá, onde transação similar leva sete dias.
Abrir e fechar um negócio também não é tarefa das mais fáceis: são 18 documentos e 152 dias para o início e mais quatro anos para o encerramento. Muito mais que na Bélgica (três documentos e quatro dias para abrir e menos de um ano para fechar). Mais assustador é o tempo gasto anualmente por uma empresa para acertar as contas com o fisco: 2.600 horas, muito à frente do segundo colocado, Camarões, 1.400 horas, e mais ainda dos Emirados Árabes Unidos, onde tudo se resolve em 12 horas.
O sistema trabalhista brasileiro também impõe dificuldades. No tópico que mede o tema, estamos em 121.º lugar.
Na vizinhança, destaque para a Colômbia, que subiu 13 posições no ranking geral, em 53.º lugar. Por lá, levam-se 36 dias para iniciar um empreendimento e gastam-se 256 horas para estar quite com o fisco.