• Voto na caderneta
O candidato José Leme (PHS) revelou ao JC, na série de entrevistas individuais com os candidatos a prefeito, porque não acredita na performance de 0% nas indicações de voto apresentadas na pesquisa Ibope/TV TEM divulgada anteontem. Ele tem como método próprio para contabilizar possíveis eleitores as anotações em uma caderneta de bolso.
• Sinal de positivo
E o próprio Leme tem sua interpretação para acreditar que está em posição melhor que a última colocação nas pesquisas. Ele conta que para cada eleitor que acena com o dedo polegar, no tradicional e popular sinal de positivo, ele contabiliza votos.
• A multiplicação
A multiplicação dos votos, parafraseando passagem bíblica, se dá, conforme José Leme, por outro mecanismo simples. Basta o eleitor-simpatizante fazer o sinal de positivo que o candidato vem com a caderneta e verifica o número de parentes do “eleitor-devoto”. Está feita a conta. O número de votos de sua pesquisa pessoal é proporcional ao número de dedos estendidos multiplicado pelo número de parentes.
• Pérola do candidato
Para compreender um pouco mais o raciocínio filosófico-político de Leme é preciso avaliar a questão a partir de sua própria afirmação: “Na língua do bauruense, o segredo é o positivo. Quando a pessoa cumprimenta só e não faz o positivo, aí você percebe que a pessoa te cumprimentou só porque você é o candidato”.
• Tecla da privatização
O candidato a prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) atacou ontem, em seu programa eleitoral na TV, a privatização do setor elétrico realizada pelo governo tucano. Novamente, a aliança Bauru de todos vinculou a imagem das privatizações ao PSDB, lembrando que o governador José Serra é do partido.
• Contraponto tucano
Sem obter o direito de resposta junto à Justiça Eleitoral, o programa de TV do tucano Caio Coube decidiu comentar as críticas do adversário. Também no âmbito político, a aliança União por Bauru disse que Caio sofre o desespero dos adversários. “O que Bauru ganha com ataques ao governador?”, contra-atacou Caio. O programa listou obras estaduais e apostou na presença do governador para ajudar na solução de problemas locais.
• ‘Perdi por boatos’
Mas a principal informação do programa eleitoral gratuito de ontem à noite veio de uma afirmação de Caio Coube. Ele disse que espalham boatos nesta campanha para lhe prejudicar e lembra que isso já ocorreu em 2004, quando disputou e perdeu para Tuga. “Perdi a eleição para o Tuga por causa de boatos que espalharam sobre o Pronto-Socorro e a falsa notícia de venda do DAE”, afirmou.
• Estratégia eleitoral
A avaliação vinda do próprio Caio Coube gera, ainda que por via transversa, a entrada do prefeito Tuga Angerami no cenário da disputa eleitoral deste ano por outra porta. Até agora, o prefeito tem sido citado como o esperado alvo predileto de todos, com críticas ao seu mandato. Mas Caio ressuscitou episódio da campanha de 2004 que, segundo sua visão, o fez perder a eleição na época. Eis um novo dado da campanha eleitoral 2008.