10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Com rentabilidade garantida, Previdência Privada avança

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 3 min

Garantir uma aposentadoria tranqüila após anos de trabalho duro é o sonho de qualquer brasileiro. Os planos de Previdência Privada têm consolidado sua participação no mercado e se apresentam como alternativa viável e de baixo risco para quem pretende ter uma renda confortável, além da aposentadoria. A Previdência funciona como uma pensão mensal que complementa o valor recebido do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O crescimento do setor é alimentado pela alta expectativa de vida, estabilidade econômica e o teto máximo das aposentadorias, baixo para determinadas faixas de renda. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprev), há atualmente 7,6 milhões de participantes no sistema de Previdência complementar aberta no País - 287 mil já recebem o benefício contratado -, número que corresponde a 32% da população economicamente ativa. “A Previdência Privada tem se mostrado uma boa alternativa para completar a renda”, aponta o economista e professor Reinaldo Cafeo.

Para o interessado, o planejamento deve começar cedo, de preferência a partir do momento em que a pessoa tenha condições de obter renda. “O ideal é começar o quanto antes, uma vez que o valor da nova renda está atrelado ao tempo e valor de contribuição”, afirma.

“Se você tem 20 anos e entra na Previdência com expectativa de se aposentar aos 50, o valor pago por mês será menor do que alguém que resolver entrar com 30 e aposentar no mesmo período”, adverte.

De acordo com o economista, a vantagem do plano de Previdência Privada em relação à poupança é a possibilidade de rendimento maior dependendo da opção. “É quase o dobro de rentabilidade”, afirma. “A tentação para retirar o dinheiro também não é tão grande”.

A má gestão do fundo que irá administrar o dinheiro é o único entrave apontado pelo economista, porém, o risco é irrisório. “O modelo atual permite que você acompanhe o desenvolvimento do plano e o transfira de um banco para outro. A recomendação é que se procure instituições idôneas e conheça os papéis que estão aplicando. Só algum erro estratégico inconcebível do sistema financeiro faria com que o fundo não tenha a rentabilidade necessária”, afirma.

Números

No primeiro semestre, A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de captação, com 35,06% do total arrecadado, seguido pelo Itaú (19,31%), BrasilPrev (12,18%), Caixa (8,24%), Unibanco (6,83%), HSBC (4,33%), Santander (3,68%), Real Tókio Marine (2,96%), Icatu Hartford (1,77%) e Safra Seguros (1,05%). As demais seguradoras somam, no total, 4,59% da captação.

Os planos de contrato da Previdência Privada contemplam duas opções entre as mais conhecidas: Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL).

Ambos são produtos com características bastante semelhantes. A grande diferença está no tratamento fiscal. No PGBL, o investidor conta com o incentivo fiscal concedido aos planos de Previdência, que permite ao poupador deduzir de sua base de cálculo do Imposto de Renda contribuições feitas a estes planos, até o limite de 12% de sua renda bruta anual. Já o VGBL não conta com esse incentivo, mas em compensação, o investidor não é tributado com base na tabela progressiva no momento do resgate ou do recebimento do benefício, como ocorre no PGBL. Sua tributação ocorre apenas em relação ao ganho de capital - ou seja, o lucro.

Segundo cálculos do economista, uma contribuição mensal de R$ 80,00 ao longo de 30 anos garantirá uma renda extra de aproximadamente R$ 1 mil ao mês.