Antes de mais nada é preciso saber o que é emergência. O termo normalmente é confundido com urgência. No entanto, são duas situações distintas. O primeiro caso é mais grave e o socorro deve ser prestado de forma imediata porque há risco de morte. Já urgência, não. Embora haja gravidade, a ocorrência pode esperar um pouco mais para ser atendida, explica o Corpo de Bombeiros de Bauru.
Mas se é difícil diferenciar uma da outra, às vezes também não é fácil identificar uma emergência de um problema corriqueiro. Embora o diagnóstico seja prerrogativa médica, o discernimento popular é fundamental para não haver congestionamento dos serviços de socorro.
Eles devem ser acionados quando o paciente apresentar os seguintes sintomas: dificuldade para respirar, dor ou sensação de pressão no abdome, desmaios, tonturas súbitas, alterações repentinas do estado mental, dor intensa em qualquer parte do corpo, sangramentos que não cessam após 10 minutos de pressão contínua, vômitos intensos ou persistentes, tosse ou vômitos com sangue.
Os casos emergentes ainda incluem acidente automobilístico, parada cardiorrespiratória acrescenta o Corpo de Bombeiros.
Para acionar o Corpo de Bombeiros é só discar 193. Já o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é contatado pelo 192. Qualquer um dos dois pode ser procurado, independentemente do caso. Mas apenas um deve ser acionado para evitar que duas viaturas sejam deslocadas ao mesmo endereço, situação que pode atrasar o atendimento de outras vítimas.
Tanto nos Bombeiros quanto no Samu, os atendentes prestarão orientações e, provavelmente, levarão o paciente ao Pronto-Socorro Central (PSC), situado na quadra 7, da rua Rubens Arruda. No entanto, muita gente já se deparou com outra dúvida: não seria mais rápido levar a pessoa em questão com o próprio carro ao invés de aguardar ambulância? Antes de tomar a decisão, é preciso levar em consideração alguns pontos.
Existe risco de morte iminente ou possibilidade de complicações sérias no caminho para o local do atendimento? Mover a pessoa pode piorar a situação? A vítima necessita de equipamentos ou assistência médica especializada para remoção do local? O tráfego ou a distância podem retardar a chegada da vítima no hospital? Se a resposta for sim para qualquer uma dessas perguntas, é melhor chamar a ambulância.
Mas se o socorro for demorar muito a chegar em virtude do local distante ou de difícil acesso, aí sim é preferível levar o paciente ao atendimento mais próximo, mas sempre sob orientação dos órgãos de socorro. Em muitos casos, o médico do Samu orienta o translado e até vai ao encontro do paciente, já em deslocamento, em algum ponto da cidade, conclui o médico José Eduardo Passos, coordenador do Samu de Bauru.
Ao telefonar para pedir ajuda numa situação de emergência, fale pausadamente e com clareza. Dê seu nome, endereço, número de telefone e localização da vítima. Não desligue até que o atendente lhe peça para fazê-lo.
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Diferenças
Apesar de sutil, existe diferença entre urgência e emergência. As urgências são situações que apresentam alteração do estado de saúde do paciente, de forma aguda, como dores de cabeça súbitas e fortes, dores abdominais intensas, vômitos repetidos, ferimentos profundos ou múltiplos, tonturas intensas com perda súbita do equilíbrio e outros sintomas.
Já as emergências são situações que apresentam alteração do estado de saúde com iminente risco de morte ou seqüelas graves se a pessoa não receber atendimento médico imediato. Fazem parte desse grupo as doenças cardiovasculares, respiratórios, neurológicas, politraumatismo grave, afogamentos, choques elétricos, intoxicações graves e outras.