08 de julho de 2026
Bairros

Apenas duas favelas estão sendo regularizadas

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

A crítica feita por José Xaides de Sampaio Alves, professor doutor e pesquisador do Centro de Pesquisas sobre Cidades da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista (FAAC/Unesp) de Bauru, tem respaldo nos números.

Atualmente, apenas as favelas do Jardim Nicéia e Parque Real estão em processo de regularização da área. Os outros 20 grupamentos aguardam a vez na fila. Enquanto isso o morador é privado de vários serviços essenciais de infra-estrutura, como energia, água, coleta de esgoto e outros serviços de urbanização.

Hoje, o Jardim Nicéia é a segunda maior favela de Bauru, com 260 barracos, de acordo com levantamento recente realizado pela Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) e a Faculdade de Assistência Social de Bauru da Instituição Toledo de Ensino (ITE). A maior ainda continua sendo a comunidade da Ferradura Mirim, que possui mais de 500 famílias vivendo no local.

De acordo com Alves, para a regularização da área do Jardim Nicéia, a prefeitura conta com apoio de organizações de cunho social que realizam também trabalho na comunidade. A favela do Parque Real é outra que deverá ser regularizada em breve, apesar de não ser citada no novo levantamento da Sebes - no anterior a comunidade contava com 34 famílias.

Outras comunidades aguardam com ansiedade a regularização da área e a posse definitiva do terreno, como exemplo, pode-se citar os moradores da Vila Aimorés, a menor de todas as favelas de Bauru, além do Jardim Ivone, que constantemente realiza protestos para cobrar a regularização. Moradores já chegaram até a interditar e queimar pneus na rodovia Cezário José de Castilho, conhecida como Bauru-Iacanga, que passa às margens da comunidade.