09 de julho de 2026
Regional

Cultura empresarial chega às bancas

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú – Os proprietários de bancas de pesponto (costuras em calçados) da microrregião de Jaú estão passando por um processo de capacitação com o objetivo de melhorar seus resultados e aumentar a qualidade dos produtos e serviços prestados às fábricas de calçados de Jaú (47 quilômetros de Bauru).

Iniciado em 2005, o trabalho de consultoria está sendo feito pelo Senai-Jaú. O projeto, uma parceria entre o Sebrae/SP, Sindicalçados e Prefeitura de Jaú, visa fazer com que as bancas de pesponto saiam da informalidade e se vejam como empresas prestadoras de serviços que devem oferecer os melhores atendimentos aos seus clientes, agregando valor à cadeia produtiva.

“São assessorias no setor produtivo das bancas. Nós vamos até elas, utilizamos metodologia, medimos a produtividade, fazemos cronoanálise, verificamos quais são as deficiências que as bancas de pespontos têm. A partir desta metodologia, nós tornamos elas mais produtivas”, explica Jonas Donzella Júnior, da Gestão de Negócios Educacionais do Senai-Jaú.

Segundo ele, é enfatizado dois aspectos. A ampliação da produtividade e o aumento da qualidade do serviço prestado. “Nós trabalhamos naquilo que é a expectativa do empresário. Melhorar o que já existe”, confirma. “A consultoria tem por objetivo tornar a empresa, no caso a banca de pesponto, mais pró-ativa utilizando as ferramentas que elas dispõem”, completa.

Ele lembra que o módulo atual de assessoria oferecido aos proprietários de bancas inclui, além de um consultor de produção, também um consultor de finanças. “Que vai ver o custo da banca e verificar se a banca tem possibilidade de buscar recursos”, diz.

O serviço de consultoria é feito sem custo aos proprietário das bancas sendo que a cada seis meses é oferecido a novos grupos de empresários. “Se contarmos desde 2005 nós já atendemos quase 100 bancas”, revela Donzella Júnior.

Estima-se que existam aproximadamente 800 bancas de pesponto na região de Jaú, principalmente em cidades como Dois córregos e Mineiros do Tietê. Essas bancas oferecem serviços terceirizados para as fábricas de calçados de Jaú.

Donzella Júnior lembra também que, caso o proprietário da banca queira investir no negócio, existem linhas de créditos disponíveis. Ele cita como exemplo, o Banco do Povo. “Existe o Banco do Povo Paulista que tem linhas de créditos para dar apoio a estas pessoas que estão na informalidade buscando a formalidade”, confirma.