09 de julho de 2026
Nacional

Crise externa do mercado faz dólar voltar para a casa de R$1,80

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O nervosismo do mercado financeiro com o pedido de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers empurrou o dólar de volta para a casa de R$ 1,80 ontem. Analistas destacaram o aumento da aversão ao risco pelo investidor global, que tira recursos de commodities e ações de mercados emergentes para títulos do Tesouro americano.

Nas últimas operações de ontem, o dólar comercial foi cotado a R$ 1,814 na venda, um acréscimo de 1,51% sobre a cotação de sexta. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 1,91, com avanço de 1,04%.

Refletindo o pessimismo dos grandes investidores globais, as taxas de risco-país dispararam, de volta à casa dos 300 pontos.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que a crise americana é “bastante séria”, e embora tenha afirmado que o Brasil está preparado, reconheceu que não é possível saber como devem se comportar as economias emergentes.

Para economistas, a crise pode afetar os emergentes pelo lado da demanda. A crise dos “subprimes” provocou uma contração na oferta de crédito que fatalmente afeta o consumo dos cidadãos nas economias centrais (EUA, Europa e Japão), o que atinge a demanda por commodities.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que serve de referência para as tesourarias dos bancos, rebaixou as taxas projetadas para 2009 e 2010.

No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada retraiu de 14,03% ao ano para 13,99%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 14,64% para 14,63%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada subiu de 14,38% para 14,45%.