A apreensão de objetos suspeitos feita pela Polícia Militar (PM) no último domingo, na Feira do Rolo, que seria registrada ontem justamente por causa da greve, provocou confusão no plantão policial na manhã de ontem. Por não ser caso grave, uma escrivã se recusou a fazer o registro, conforme prevê a cartilha que baliza a paralisação.
A iniciativa dela teria sido compreendida pelo delegado seccional, Doniseti José Pinezi, como insubordinação. Por conta do desentendimento, ele foi alvo de protesto realizado em frente à delegacia.
“Realmente aconteceu um movimento de repulsa à atitude dele. Ele acabou se alterando com a escrivã. Era um caso banal, que chamamos de delito de bagatela. Por fim, acabou contemporizando, mas aí o tumulto já tinha começado. Pela primeira impressão, ele estaria indo contra o movimento, mas foi apenas um mal entendido. Ele entendeu que era uma insubordinação, mas na verdade não era”, informa Edson Cardia, delegado sindical do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo.
Procurado, Pinezi preferiu não manifestar-se sobre o assunto. Segundo a reportagem apurou, por fim, o caso não foi registrado no plantão. Independentemente deste fato, a greve dos policiais civis em Bauru reancendeu antigas rusgas dentro da própria instituição.