Brasília - O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, anunciou ontem que o país vai investir R$ 1 bilhão até 2015 no Brasil para a implantação de políticas de redução do desmatamento na floresta amazônica. O país será o primeiro doador do chamado Fundo Amazônia, criado pelo governo brasileiro para arrecadar recursos com o objetivo de preservar a floresta.
Segundo o primeiro-ministro, a primeira doação será de US$ 130 milhões. O restante, até completar R$ 1 bilhão, será repassado ao governo brasileiro se forem cumpridos os compromissos de redução da emissão de gases poluentes e queda no desmatamento na floresta amazônica. “Enquanto o Brasil se dispuser a reduzir o desmatamento nós vamos pagar. A primeira contribuição está estimada em US$ 130 milhões. Depois nós continuaremos a contribuir dependendo da taxa de redução do desmatamento”, afirmou o primeiro-ministro.
Stontenberg deve formalizar a doação durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem, no Palácio do Planalto. O norueguês disse acreditar que o Fundo Amazônia é o “mais eficiente caminho para conseguir grandes e rápidas reduções de emissão de gases”.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem que pelo menos outros quatro países devem aderir ao Fundo Amazônia em curto prazo: Suécia, Suíça, Alemanha e Japão.
Minc espera que o governo brasileiro consiga reunir, em um ano, US$ 900 milhões em doações para o Fundo Amazônia. Até 2021, a meta é que fundo chegue a US$ 21 bilhões. Lançado no início de agosto, o fundo tem a finalidade de financiar atividades que explorem de maneira sustentável os recursos da floresta.
A verba também será usada para custear projetos de energia limpa e de educação ambiental às populações amazônicas. O fundo terá as decisões de execução centralizadas no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).