09 de julho de 2026
Bairros

Estresse agrava os fatores determinantes para doença

Da Redação
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Para o cardiologista e coordenador da pesquisa da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) feita pelo Instituto Datafolha, Álvaro Avezum, o estresse agudo (de começo rápido) e crônico (de longa duração) pode elevar a pressão arterial, os níveis de colesterol, estimular o vício de fumar e provocar excessos alimentares.

“A prática de relaxamento e de atividades físicas, como válvula de escape, e de mudanças de hábitos, como evitar o trânsito, fazendo uma academia próxima ao escritório e saindo mais tarde, podem fazer a diferença”, exemplifica o cardiologista. Segundo ele, o Interheart, maior e mais importante estudo cardiológico feito em todo o planeta, demonstrou que, na América Latina, 33% dos casos de infartos poderiam ser evitados por meio do gerenciamento e prevenção do estresse no trabalho, na sociedade e na família. Só no Brasil são 100 mil infartos por ano.

O estresse pode ser detectado quando a pessoa fuma ou bebe mais do que o habitual; passa a comer demais ou tem súbita perda de apetite; quando tem insônia ou cansaço fora do comum; dificuldades de tomar decisões que antes eram fáceis; apatia ou desinteresse anormais; mudanças bruscas de humor ou irritabilidade.