Cairo - Autoridades egípcias afirmaram na manhã de ontem que um grupo de 19 pessoas, entre elas 15 turistas europeus, foi seqüestrado durante o final de semana em uma região desértica ao sul do país. Horas depois, altos membros do governo egípcio deram versões conflitantes sobre o paradeiro dos reféns.
O chanceler Ahmed Aboul Gheit disse em Nova York que todos os reféns estavam “sãos e salvos’’ depois de libertados e que o seqüestro havia sido obra de um “bando de gângsteres’’.
Mas o ministro foi desmentido pelo próprio porta-voz. O assessor afirmou que a situação “não havia mudado”, e que o ministro se referia a “relatos não confirmados”.No Cairo, um outro porta-voz ressaltou que “as negociações (com os seqüestradores) ainda estavam em curso”.
O caso foi anunciado no início do dia, quando autoridades do Cairo disseram que cinco italianos, cinco alemães, um romeno e oito egípcios - provavelmente funcionários de uma agência de turismo - haviam sido capturados por criminosos sem motivação política ou religiosa e teriam levados para o vizinho Sudão.
Segundo os serviços de inteligência egípcios, os seqüestradores teriam exigido um resgate de 6 milhões de euros. Os turistas foram vistos pela última vez na sexta-feira no vilarejo de Dakhla. Depois de passar a noite em um hotel, eles partiram em comboio de veículos 4 x 4 rumo à reserva natural de Gilf al Kebir, 900 km ao sudoeste do Cairo,.
Apesar de ocidentais já terem sido alvos de atentados e crimes no país, esse é o primeiro grande seqüestro de turistas. Os atentados até hoje foram cometidos apenas por grupos islâmicos radicais.