Jaú - Por enquanto, não há acordo para o aumento de salários de secretários, prefeito e vice-prefeito de Jaú (47 quilômetros de Bauru). Em primeiro e segundo turno, os parlamentares trataram de aprovar, na sessão de segunda-feira, um aumento para os salários dos veredores para o quadriênio 2009-2012. Porém, a presidente da Casa, Rita de Cássia Bertoncello Chacon (PTB), decidiu não colocar em votação a proposta que prevê reajuste dos salários dos membro do Executivo.
A Mesa Diretora do Legislativo deveria apresentar anteontem o projeto que previa a revisão dos subsídios do prefeito e vice para o próximo período administrativo, o que deve ocorrer após as eleições municipais. A proposta encaminhada à Câmara pelo Executivo sugeria que o prefeito eleito recebesse R$ 13 mil e vice e secretários R$ 7 mil mensais.
No entanto, o presidente da Comissão de Economia e Viação, vereador José Carlos Borgo (PMDB), da bancada de oposição, não concordou com os termos da proposta e apresentou emendas ao projeto de lei. “Volto a insistir. É importante que este projeto seja votado antes das eleições, mostrando à população que a Câmara não vai permitir a aprovação de salários tão altos para vice e secretários. Particularmente, acredito que os valores são abusivos e, por isso, propusemos emendas”, frisa.
Segundo o vereador peemedebista, os vencimentos do prefeito seriam iguais à proposta original, já os do vice-prefeito e dos secretários deveriam ser corrigidos com base na inflação acumulada nos últimos 12 meses. Além disso, o vereador Borgo propunha que os secretários cumprissem jornada de trabalho de seis horas. Das 9h30 às 11h30 e das 14h às 18h.
Na opinião de Borgo, o vereador trabalha com a mesma intensidade que um secretário municipal, porém com menos responsabilidade. Ele defende o cumprimento da jornada de trabalho para os secretários de seis horas diárias, uma vez que a população saberá com precisão qual é o horário do atendimento do secretariado.
Sem polêmica
Hoje, um parlamentar recebe R$ 3.300,00 e a presidência do Legislativo cerca de R$ 1.000,00 a mais. A proposta aprovada anteontem garante R$ 3.498,22 para o vereador e R$ 4.725,65 mensais para o presidente da Câmara, que ganhava R$ 4.460,00. De acordo com a assessoria de imprensa do Legislativo, a correção segue a inflação apurada nos últimos 12 meses.