A Amazônia é fascinante. Para quem procura boas pescarias, contato com a natureza e a população ribeirinha, hospedagem em hotéis que unem rusticidade e luxo, fazer compras na Zona Franca de Manaus e desfrutar de paisagens mágicas só encontradas na maior selva do planeta.
Uma região onde as estradas são os rios e que convida a incursões pela mata, numa verdadeira aula de botânica, com direito aos mais incríveis sons e imagens. Dos pássaros, das onças, das araras-vermelhas, dos bichos-preguiça.
Mesmo para quem tem medo de cobras e outros animais peçonhentos e não é chegado à umidade e calor, a Amazônia é mágica. Não é preciso ser um Indiana Jones, uma Jane ou um Tarzan para interagir com a natureza, ter contato com o nativo e apreciar uma das melhores culinárias do Brasil. Isso sem falar nos banquetes oferecidos pela própria: castanhas, água adocicada, frutinhas doces...
Hoje tudo compactua a favor do turista, que pode se dar ao deleite de curtir dias agradáveis hospedado em hotéis de luxo. E descobrir a Amazônia – que se esparrama por sete Estados brasileiros – a bordo de navios chiquérrimos, com total mordomia.
O turismo amazônico está ligado à organização, à total infra-estrutura e à certeza de se estar, o tempo todo, assistido. Os guias são especializados, as unidades hoteleiras charmosas, os barcos seguros, ou seja, tudo conjuga a favor de quem escolheu o destino para férias. Só, com grupos de amigos ou com filhos pequenos.
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De navio pelos rios
Esqueça o carro, esqueça o avião. Para conhecer a Amazônia é imprescindível entrar num barco. De preferência num navio confortável. Isso porque a região passa metade do ano com a floresta alagada. Como não quase estradas, quem dá as cartas são os rios.
Os barcos e navios, portanto, são o principal meio de transporte e, hoje, há “cinco estrelas flutuantes”, caso do Grand Amazon, da empresa espanhola Iberostar, que promove cruzeiros de luxo na Bacia Amazônica.
A meta é oferecer a turistas do mundo todo um produto inovador: mostrar a Amazônia com toda o requinte, instalações adequadas, gastronomia nota dez e o contato com a população ribeirinha, a fauna e a flora e as paisagens exuberantes que só esse trecho oferece.
O jornalista Fábio Vendrame, que fez o trajeto, lembra que “por onde passa, o navio chama a atenção. A população ribeirinha se aproxima das lanchas. As crianças sorriem e acenam”. Gente que vive da pesca, do cultivo da mandioca e do escambo com os pescadores, vive em casas de madeira e tem no “quintal” as mais variadas plantas frutíferas como o caju.
Dependendo do trecho, o único contato da população com o mundo é o rádio de pilha. Muitos conectam emissoras de fora do Brasil, como as Guianas ou dos países limítrofes. Coisa que testemunhei ainda nos tempos de projeto Rondon e que continua prática comum. Muitas famílias têm entre seus membros nomes como Richard, Clinton, Busch, etc.