Oxford - O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, confirmou no começo da tarde de ontem que participaria à noite do debate com seu rival democrata, Barack Obama, apenas nove horas antes do evento, encerrando de forma tensa dois dias de suspense.
A decisão chegou após uma semana considerada ruim para a chapa republicana, que enfrentou críticas pela atuação de McCain em Washington para discutir a crise econômica e pela performance fraca de sua candidata a vice em uma entrevista anteontem.
O debate, na Universidade do Mississippi, na cidade de Oxford, começou às 20h locais (22h de ontem no Brasil) com os temas centrais defesa e política externa. Foi o primeiro confronto direto entre os dois dos três previstos até a eleição em 4 de novembro.
Na quarta-feira, McCain tentara adiá-lo para a próxima semana. Sua intenção, para críticos, seria interromper a alta de Obama em pesquisas ou ganhar mais tempo para o debate entre a governadora do Alasca, Sarah Palin, sua colega de chapa, e o candidato a vice democrata, o senador Joe Biden, previsto para a próxima quinta-feira.
McCain também tentou ganhar capital político anunciando a suspensão de sua campanha e indo a Washington para discutir o pacote econômico proposto pela Casa Branca para contornar a crise. A idéia era argumentar que ele coloca “o país primeiro”, como diz o lema de sua campanha.
Imagem
Mas a imagem passada não foi essa. Na reunião na Casa Branca, anteontem, com o Bush, Obama, o secretário do Tesouro Henry Paulson, e outros, McCain praticamente não falou e não adotou uma posição clara. Ficou a impressão de que ele hesitava.
Pesquisa
Pesquisa divulgada pela rede de TV CNN antes do debate indica que 60% dos americanos acreditam que o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, se sairia melhor no primeiro debate com o adversário republicano, John McCain.