09 de julho de 2026
Geral

Estudo servirá para marketing e políticas

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Fruto de um projeto minucioso da MTV, o “Dossiê Universo Jovem” revela números e dados que poderão ser utilizados como forte ferramenta para publicitários e profissionais que queiram definir seu público-alvo. Ainda poderá ser usado como base para definir novas diretrizes por educadores, pesquisadores e fundações que lidam com questões sobre a juventude.

De acordo com Ione Mendes, gerente de pesquisas da MTV Brasil, o levantamento também servirá internamente para a emissora, seja na área de criação de programas ou para o desenvolvimento de campanhas de utilidade pública. “O maior objetivo desse estudo é que a emissora possa levar ao ar da maneira mais eficaz questões que levem os jovens a atitudes voltadas ao desenvolvimento sustentável”, frisa.

A gerente destaca que a pesquisa comprovou que o jovem brasileiro está cada vez mais complexo e já não é mais possível rotulá-lo ou segmentá-lo em tribos, devido à alta velocidade das transformações pelas quais eles têm passado.

Para começar, desde 1999, quando foi realizado o primeiro levantamento, o número de jovens que possuía celular saltou de 19% para 74% em 2008. Dos 2.359 entrevistados, 45% possuem computador em casa contra apenas 22% em 1999. No mesmo período, o acesso à Internet saltou de 15% para 86%.

Nos últimos anos, o jovem brasileiro viu surgir dezenas de sites de relacionamento, programas de comunicação instantânea e páginas de opinião que até bem pouco tempo nem sequer existiam.

Atualmente, oito em cada dez jovens utilizam-se de ferramentas como o Orkut, MSN, YouTube, Facebook, Myspace, blogs e fotologs pessoais. Mas, mesmo com a consolidação da rede mundial de computadores, a TV aberta e o rádio continuam sendo os meios com maior penetração entre os jovens: 98%.

O Dossiê Universo Jovem é realizado a cada cinco anos para detectar o comportamento do jovem brasileiro. Para obter os dados da quarta edição da pesquisa, foram entrevistadas 2.579 pessoas das classes A, B e C das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Manaus, Salvador e Recife.