11 de julho de 2026
Esportes

Vôo a vela: Más condições de vôo prejudicam o desempenho dos pilotos bauruenses

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Condições climáticas pouco favoráveis tem influído negativamente nas performances dos participantes da 50ª edição do Campeonato Brasileiro de Vôo a Vela, realizado desde domingo, em Bebedouro, região de Ribeirão Preto.

Mesmo sem a incidência de chuvas ontem – o segundo dia de provas -, os pilotos tiveram dificuldade em alcançar elevadas altitudes e grandes velocidades. Esse baixo desempenho, explica o piloto bauruense Henrique Navarro, segundo colocado na classe Aberta, é atribuído às insuficientes “térmicas” encontradas.

O termo, esclarece Navarro, se refere às bolsas de ar quente, que, ensina o piloto, são fundamentais em termos de altitude e rapidez. Quanto maior as bolhas, melhor o aproveitamento dos planadores durante os vôos. “Tivemos térmicas muito fracas, o que acarretou em baixa velocidade média”, ilustra o bauruense.

Durante o Campeonato Brasileiro, os planadores devem percorrer o mesmo trajeto – estimado em aproximadamente 350 quilômetros – sobre a região Nordeste do Estado (onde está Bebedouro) e Sul de Minas Gerais – feito durante a etapa Sudeste (pré-Brasileiro), disputada semana passada.

Em vista à competição de abertura, o Campeonato Brasileiro, compara Navarro, está muito aquém em termos de condições de vôo. Na etapa Sudeste, os competidores chegaram a atingir velocidade média de 100 Km/h, enquanto que no segundo dia de competições do Nacional, não superaram a casa dos 70.

Um dos pontos mais complicados do circuito nos céus paulista e mineiro, narra o piloto bauruense, tem sido a divisa entre os estados, marcada pelo Rio Grande. “Em cima do rio é ainda mais difícil, pois as bolhas de ar quente praticamente não existem nesse ponto”, descreve o piloto, narrando que a maioria dos competidores cruzou a divisa interestadual em vôos rasantes. “Perdemos muita altura em cima do rio, permanecendo apenas 150 metros acima do solo”, detalha. Em situações normais, como a encontrada no campeonato da semana passada, os pilotos atingiram cerca de 2,5 mil metros de altitude. “Nossa altura hoje (ontem) foi semelhante a de alguns prédios”, exemplifica. “Num pouso em pista, voamos a cerca de 300m. de altura”, compara o piloto, relatando que muitos competidores pousaram fora da pista do aeródromo de Bebedouro, ao final da prova de ontem.

Bauruenses nas alturas

Após a segunda prova, os dois melhores bauruenses no Campeonato Nacional de Planadores são Navarro, na segunda colocação, e José Alexandre Widner, o “Batata”, atualmente no quinto lugar. “Espero poder chegar a liderança”, almeja o atual vice-líder, que ainda tem cinco provas, até domingo, para melhorar sua colocação. Completam a lista de bauruenses no Brasileiro os pilotos Gilberto Widmer, Cláudio Afonso, Alexandre Segala e José Pauletto Pontes.