09 de julho de 2026
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Festa da democracia


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Estamos na reta final de uma das maiores democracias do planeta. Seja em população, seja em oportunidade. E para 71,4%, a democracia é sempre melhor do que qualquer outra forma de governo. Somente 14,2% afirmam que em algumas situações é melhor uma ditadura do que uma democracia. Essa é a conclusão de um estudo da Universidade de Michigan, que ela promoveu aqui em 2006. E, na minha opinião, é o Horário Eleitoral Gratuito o principal fator que garante essa igualdade de oportunidade já que se tivesse que pagar a maioria dos partidos não teria campanha em Rádio e Televisão. Muita gente não gosta, mas acaba assistindo. Em outros países democráticos, como os Estados Unidos da América, a propaganda política é paga.

Por esse ponto de vista, podemos acreditar que o Brasil é um dos países mais democráticos que existem, onde o dinheiro pesa menos, apesar de ainda pesar bastante. Isso sem levar em conta que temos a Urna Eletrônica que evita a indução a erro (como aconteceu nos Estados Unidos), a fraude e o voto de cabresto. E já que nos comparamos com os Estados Unidos, aqui o presidente é eleito pela maioria dos votos, lá os votos passam por um Colégio Federativo que causa uma distorção, ou seja, nem sempre o mais votado é o escolhido. Por outro lado, por lá vota quem quer, não é obrigatório. Apesar de no Brasil o voto ser obrigatório, observa-se uma quantidade pequena de votos nulos e brancos, o que nos leva a concluir que o eleitor, apesar de contrariado, vota bem, participa do processo eletivo de maneira responsável.

Nesta reta final, observamos também uma corrida às pesquisas. E para que servem pesquisas? Para valorizar os analistas e os institutos que as fazem. Fora isso, servem para desanimar as militâncias, ou para estimular o voto útil, ou seja, deixar de votar em um candidato que não tem chance para votar no segundo colocado, por exemplo. Podemos observar muitos erros em pesquisas. Ibope e Datafolha, os mais bem vistos, também erram. Já tive a oportunidade de analisar. Em 2006, no primeiro turno, foi incrível, enquanto as pesquisas davam algo como 50% para Lula contra 35% para Geraldo Alckmin e todos os principais analistas políticos davam as eleições acabadas em primeiro turno, a realidade das urnas mostrou 48,6% contra 41,6%. O Geraldo teve 6% a mais, como as pesquisas tinham um erro de 2 pontos percentuais, alguma coisa já se mostrou errada. E todos os analistas “independentes” igualmente errados. Como se vê, o erro teórico é bem diferente do erro real, constatado coma realidade das urnas.Assim sendo, colabore com nossa jovem democracia, escolhendo bem, observando o histórico e o potencial de cada candidato, analisando suas propostas e seu comportamento na campanha. Estaremos ajudando a construir uma cidade melhor.

O autor, Mario Eugenio Saturno, é tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe