08 de julho de 2026
Geral

Itacolomy Carvalho será enterrado hoje

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

O comerciante Itacolomy Carvalho, que morreu ontem aos 84 anos, será sepultado na manhã de hoje, no Cemitério Jardim do Ypê. O enterro está previsto para as 11h. Segundo seu filho Cássio, Itacolomy morreu de parada cardíaca, enquanto dormia. Sempre ativo, foi um dos principais comerciantes de Bauru. Acompanhou o desenvolvimento do Centro da cidade e se dedicou à filantropia, em especial à Sorri. O velório de Itacolomy está sendo realizado no Centro Velatorial Terra Banca.

Na tarde de ontem, amigos e familiares prestaram suas últimas homenagens ao comerciante. Cássio, um dos filhos que hoje está à frente da Casa Carvalho, com unidades no Bauru Shopping e no Calçadão da Batista de Carvalho, informou à reportagem do Jornal da Cidade que ontem pela manhã, quando foi acordar Itacolomy, por volta das 8h, o comerciante não respondeu.

“Já fazia algum tempo que ele dormia até mais tarde. Hoje (ontem), esperamos um pouco e fomos acordá-lo, mas ele já não atendia mais”, relata. De acordo com Cássio, Itacolomy teve uma parada cardíaca. Ele destaca que o pai não estava doente e que continuava com o hábito de passar na loja da família, no Calçadão. “Ele ia com menos freqüência do que antes, pois já estava cansado. Mas na semana passada ele estava lá”, conta Cássio. Por isso, a morte do comerciante foi inesperada. “Pegou a gente um pouco de surpresa”, diz.

Amigos de infância e colegas de comércio foram ao velório. O delegado aposentado Aniel Chaves lembra que conheceu Itacolomy quando tinha 10 anos. “Eu era office boy de uma loja que ficava em frente à Casa Carvalho. Começamos nossa amizade ali. Ele era uma pessoa extraordinária, com uma índole muito bonita, de uma sinceridade extrema e muito amigo”, afirma.

O historiador Luciano Dias Pires estudou com o comerciante. “Fizemos o ginásio no Guedes de Azevedo. Uma amizade que completava 70 anos. Era um amigo de todas as horas”, recorda. O historiador destaca a vida ativa de Itacolomy tanto no comércio quanto na assistência social. “Ele atuou muitos anos no Lions, na Associação Comercial, na Sorri. Sempre pensando no desenvolvimento de Bauru”, aponta.

Pires conta que o crescimento e os problemas de Bauru eram discutidos pelo grupo de amigos em um café do Calçadão. “A gente se encontrava lá no café do Raduan, conversava sobre os caminhos da cidade. Participava de forma ativa e positiva para Bauru”, conta.

“Perdi um grande amigo, que sempre me valorizou”, disse emocionada Maria Cherubina, amiga e sobrinha de Itacolomy. Uma das mulheres pioneiras do comércio de Bauru, Benedita de Amorin, fundadora da Casas Benê, contou que sempre teve apoio de Itacolomy. “Há 40 anos, quando abri a minha loja, o conheci. Era a única mulher a dirigir uma loja no Calçadão e isso sempre foi um problema. Mas o senhor Itacolomy sempre foi um homem muito bom e nos apoiou”, lembra.

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Dedicação ao comércio e a Bauru

Em março, Itacolomy Carvalho foi ouvido pelo Jornal da Cidade na Entrevista da Semana. Na reportagem, ele contou que nasceu em São Simão, na região de Ribeirão Preto, mas mudou-se para Bauru com apenas seis meses. Ele também contou que foi o único dos seis irmãos que não aprendeu a arte da alfaiataria, pois seu pai morreu antes que pudesse transmitir a técnica a ele.

Ainda assim, sempre trabalhou na Casa Carvalho. Ele ainda foi representantes de vendas de uma empresa holandesa, foi proprietário de uma fábrica de enfeites de Natal e vendedor de calçados.

Itacolomy sempre lutou pelo desenvolvimento de Bauru. Ele foi um dos fundadores da Sorri e participou diretamente para a captação dos primeiros sinais de TV na cidade e na conquista do telefone automático para Bauru. Foi presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) durante oito anos.

O comerciante deixa os filhos Livette, Itacolomy Júnior, Cássio. Ele também é pai de Ricardo, já falecido. Tinha 12 netos e quatro bisnetos. Seu enterro está previsto para hoje, às 11h, no Cemitério Jardim do Ypê.