08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Reflexão com Padre Beto


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O sistema neoliberal que hoje temos é realmente cruel e caótico, quando privilegia alguns poucos e sacrifica gradual e barbaramente uma população. Até isto nosso Pe. Beto acenou no seu apoio explícito ao respeitável Roque Ferreira, militante marxista, coerente de longa data. O que nos espanta neste apoio é o esvaziamento quase total de não se acrescentar “mais alguns indispensáveis” no mesmo rol, quando pela própria condição de “ordenado”. Pe. Beto não cita ou indica alguns da sua comunhão de povo de Deus, de comunidade de fé, que tem por trás como ninguém uma Doutrina Social, definida em caminhada histórica e profética, presente; não cita pelo menos alguns já sugeridos pelas próprias comunidades e pastorais atuantes da cidade.

Quantos, tanto quanto e mais do que Roque, lutam por uma sociedade justa, pluralista e igualitária? Quantos sabemos, poderiam não só corresponder ao mandato, como marcar um padrão de se fazer a verdadeira política? Se acreditamos mais do que o próprio marxismo propõe, por que também não indicar os nossos de forma também explícita e justa com todos, quando nossas propostas experiências e posturas coerentes, acreditamos correspondem mais aos anseios da nossa sociedade, cidade, país, mundo, servem mais ao ser humano, e a todos os seres humanos, independente de qualquer diversidade de condição?

Pe. Beto, só se justifica esta posição se o senhor, ainda em tempo, fizer o mesmo com todos, ou com alguns do seu rebanho, do seu aprisco, da sua comunidade, da sua influência, do seu discurso, enfim, do seu carisma, até para salvá-los na visibilidade, credibilidade e fecundidade dos mesmos. Pe. Beto, podemos até agradecer a contribuição histórica de Marx, mas o somos mais gratos a todos que até aqui como o senhor são, representam e expressam a Boa Nova. Na comunhão.

Eduardo/Cláudia Zogheib