Desde que foi instalada essa nefasta democracia, só se ouvem maravilhosas promessas dos pretensos candidatos especialistas em mostrar os dentes que, a bem da verdade, ato que nada mais é senão o riso da traição. Que me perdoem alguns dos nossos vereadores que não mostram os dentes e sim trabalho, vergonhosamente obstruídos pelos seus próprios colegas, inimigos do silêncio e do bem-estar daqueles que após horas e horas de trabalho, ao retornarem em seus sagrados domicílios, neles terão que permanecer completamente trancafiados e nervosos sem nenhuma condição de dialogar e de dormir em decorrência da baderna promovida pelos freqüentadores dos bares vizinhos.
Onde está a lei do silêncio? O cumprimento desta tão necessária lei não exige dinheiro, pelo contrário, até poderá ser rendosa se a cumprirem fielmente, multando impiedosamente esses usurpadores das calçadas, fazendo seus indefesos vizinhos perderem a saúde e o desejo de viver.
Bar tem que ter porta automática destinada ao ingresso dos fregueses que, em recinto fechado, deverão ser atendidos. Jamais deverão ser servidos na via pública, prejudicando vergonhosamente os transeuntes que constantemente estão sendo atropelados por veículos.
Nossos legisladores reclamam de que estão sendo substituídos pelo Judiciário. Têm que ser substituídos mesmo. Os magistrados conquistam, honestamente, seus elevados cargos, através de muito estudo exigido pelos rigorosos concursos e de outras coisas mais que os garantem agir com exatidão, com justiça e com sinceridade, muito ao contrário do que ocorre com alguns vereadores que por temerem a perda de alguns votos, aprovam leis de conformidade com o interesse dos botequineiros e não de acordo com o desejo dos perturbados moradores que, diuturnamente, sofrem as conseqüências dessas nefastas leis que a bem da verdade, deveriam transferir esses bares noturnos para o abandonado prédio da estação, para o Calçadão da Batista, para os centros comerciais da Rodrigues, da Primeiro de Agosto, senão para o inferno e nunca ao lado de residências, conforme tem acontecido com perspectiva de acontecer muito mais após os infelicitadores da humanidade serem agraciados com essa maldita transformação das nossas ruas em corredores comerciais. Muito obrigado por esta tão necessária publicação.
Rafael José de Almeida - RG 7.657.493