11 de julho de 2026
Internacional

Barack Obama avança em três Estados cruciais

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, avançou nas pesquisas de intenção de voto na Flórida, Ohio e Pensilvânia, três Estados que devem ser cruciais nas eleições de 4 de novembro.

As pesquisas da Universidade Quinnipiac, realizadas depois do primeiro debate entre os dois candidatos na Universidade do Mississippi, mostram que o apoio a Obama superou 50% na Pensilvânia, Ohio e Flórida, que, somados, representam 68 votos eleitorais.

A eleição presidencial nos Estados Unidos se decide com os votos dos delegados no Colégio Eleitoral, um órgão onde cada Estado conta com um número de votos proporcional a sua população. Para ganhar, o candidato precisa obter 270 votos entre os representantes de cada Estado.

Nas eleições presidenciais de 2000 e 2004, os Estados de Flórida e Ohio votaram a favor do republicano George W. Bush. Já a Pensilvânia foi a favor do republicano em 2000, porém votou no democrata John Kerry em 2004.

Os pesquisadores da universidade, que tem sede em Connecticut, atribuíram estes resultados ao enfraquecimento do fenômeno Sarah Palin, e a uma maior confiança dos eleitores na capacidade de Obama em conduzir a economia.

Nenhum candidato ganhou a eleição presidencial desde 1960 sem vitórias em pelo menos dois destes três Estados.

McCain defende Palin

Na véspera do debate entre os candidatos à Vice-Presidência dos EUA, o republicano John McCain saiu em defesa de sua colega de chapa, Sarah Palin, criticada pela mídia e por ambos os lados do espectro político -inclusive em seu partido- pela falta de conhecimento em política externa e economia.

Indagado em encontro com editorialistas do “Des Moines Register’’, de Iowa, sobre por que escolheu para vice “alguém que não tem muita experiência”, ele afirmou secamente: “Discordo e eu estou muito feliz de ver que o povo americano parece estar do meu lado”.

Queda de Palin

Segundo pesquisa da Associated Press com o Gfk divulgada ontem, a porcentagem de entrevistados - inclusive republicanos - que a consideram preparada para ser presidente caiu de 41% após a convenção republicana para 25% agora.

Para Palin, a popularidade em queda e uma série de deslizes em entrevistas elevaram os riscos no debate de hoje, em que enfrenta o democrata Joe Biden na Washington University em St. Louis. Se for mal, ela poderá prejudicar seu partido.