08 de julho de 2026
Internacional

Pacote muda para atrair apoio no Senado

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Com as mudanças acrescentadas pelos políticos para ajudar a medida passar, o total de gastos previstos pelo plano de resgate financeiro proposto pelo governo norte-americano pulou dos US$ 700 bilhões originais, já um recorde histórico, para US$ 850 bilhões. Até o fechamento da editoria, o Senado não havia votado o projeto, o que deveria acontecer no final da noite de ontem.

Uma delas é um corte generalizado nos impostos da classe média, pequenos empresários e famílias vítimas de acidentes naturais, num total de mais de 25 milhões de beneficiados, a um custo adicional de US$ 150 bilhões na próxima década. Nessa soma entram ainda incentivos fiscais a empresas que investirem em energia alternativa e em pesquisa.

Também entraram no pacote o aumento da garantia federal de depósitos bancários individuais, dos atuais US$ 100 mil para US$ 250 mil, e a derrubada do limite de empréstimo que o FDIC, órgão que garante as operações do setor bancário, pode pedir ao Tesouro para garantir esses depósitos.

Se a medida for aprovada, irá à Câmara dos Representantes, onde a expectativa é que seja votada até sexta. Se todos os que foram a favor na segunda-feira mantiverem a sua opinião, o governo precisará virar a posição de 12 deputados. Caso aprovada ali, vai para sanção do presidente George W. Bush e vira lei. Se modificada, terá de passar por uma comissão bipartidária das duas Casas.

Se for rejeitada em qualquer das três instâncias, o processo será reiniciado ou mesmo interrompido -o Congresso já esticou em uma semana seu recesso eleitoral, previsto para começar na semana passada.

Ontem, Barack Obama e John McCain haviam voltado a Washington apenas para participar da sessão.

Eleitores mais favoráveis

Os relatos são amparados por pesquisa divulgada ontem pelo jornal “The Washington Post”. No levantamento feito com eleitores no fim de semana antes do pacote, 51% eram contrários à medida, ante 47% que se diziam a favor. Em nova pesquisa feita horas depois da rejeição e do rombo nas Bolsas, o jogo virou, com leve vantagem para os que apoiam o plano: agora, 47% se disseram a favor, ante 45% que foram contra.

Bolsas

As Bolsas americanas terminaram em baixa ontem, em uma sessão hesitante antes da votação no Senado dos Estados Unidos do plano de resgate dos bancos americanos.

O Dow Jones, principal índice da Bolsa de Nova York, caiu 0,18%, encerrando a 10.831,07 pontos, enquanto o Nasdaq retrocedeu 1,07%, a 2.069,40 pontos. O índice ampliado Standard & Poor’s 500 perdeu, por sua vez, 0,45%, a 1.161,06 pontos.

“Foi um dia de rumores sobre um plano de resgate financeiro na Europa, que foi desmentido pela ministra francesa das Finanças (Christine Lagarde) e sobre a General Electric”, afirmou Gregori Volokhin, da Meeschaert New York.