07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• O passado revivido

Durante debate na TV TEM, Caio Coube (PSDB) teve que explicar o fracasso do clube campestre do Noroeste. O assunto não é novo. O prefeito Tuga Angerami (sem partido) já tinha explorado o assunto contra o tucano na última eleição. Ontem, Márcia Camargo (PSOL) e Rosa Izzo (PDT) pegaram carona na polêmica para apertar o candidato tucano. Coube chegou a dizer que o assunto não tinha importância para a campanha.

• Um tema repetido

A privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE) virou a principal arma de campanha para alfinetar o PSDB. Caio Coube atravessou a campanha desmentindo que tem planos de vender a autarquia. O candidato Rodrigo Agostinho (PMDB) explorou o assunto logo de cara no debate de ontem à noite. Justamente foi o primeiro tema sorteado no debate da TV TEM.

• Ingrato com padrinho

O candidato Caio Coube (PSDB) aproveitou para alfinetar Rodrigo Agostinho (PMDB) ao dizer que o peemedebista foi ingrato com o prefeito Tuga Angerami. Afinal, o peemedebista ocupou o cargo de secretário municipal de Meio Ambiente da atual administração. Como a gestão de Tuga é mal avaliada, Agostinho não quer saber de ser lembrado que já ocupou cargo no atual governo.

• ‘De Praia Grande’

Rosa Izzo (PDT) aproveitou os boatos que se intensificaram na campanha para perguntar se Clodoaldo Gazzetta (PV) morava na Praia Grande e não Bauru. A pedetista deu-lhe ainda uma cutucada ao citar que em 1992 ele disputou a eleição a prefeito, perdeu e foi premiado com uma secretaria na gestão de Antônio Tidei de Lima (PMDB).

• Apenas meia cara

O ex-prefeito Antonio Izzo Filho não conseguiu autorização da Justiça para fazer campanha de sua mulher. Rosa recorreu a um quadro do ex-marido nos primeiros programas do horário eleitoral da propaganda gratuita na TV. No último programa, apareceu meio rosto do ex-prefeito dando um beijo na mulher. Até ontem não havia representação contra a participação de Izzo na campanha.

• Voto Frankenstein

A dois das eleições municipais, os comitês eleitorais começam a receber visitas de militantes e até candidatos a vereador que abandonam outras campanhas que não vão bem nas pesquisas eleitorais. O voto Frankenstein já começa a ser articulado: vota em um candidato a prefeito e faz campanha a vereador de outro partido.

• Renúncia de receita

Rosa Izzo se notabilizou na atual campanha em só se apegar em propostas de altíssimo apelo popular. Sobre cobrança de taxas e impostos, ela disse que a prioridade é não buscar receita com aumento de impostos. O problema é que a Lei de Responsabilidade Fiscal exige que os administradores não abram mão de receita. O prefeito que renunciar a receitas pode ser até mesmo processado.

• Improcedente

O juiz da 387ª Zona Eleitoral, Horácio Furquim Guanaes, julgou improcedente a representação do Ministério Público que pedia aplicação de multa no candidato a vereador Fabio Manfrinato (DEM). Ele foi acusado de afixar propaganda na traseira de um jipe, mas a denúncia não ficou comprovada. Manfrinato respirou aliviado com a decisão.

• Transporte proibido

Os partidos políticos e candidatos não podem oferecer veículos nem embarcações para transportar eleitores a partir de 4 até 6 de outubro, ou seja, do dia anterior até o posterior ao pleito de domingo. De acordo com a Lei 6.091/74, somente a Justiça Eleitoral pode transportar gratuitamente os eleitores no dia da eleição, e mesmo assim, o transporte fica restrito aos moradores de zona rural das localidades em que o juiz eleitoral o tenha solicitado.