08 de julho de 2026
Nacional

Cumbica adapta piso e check in para deficientes

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (grande SP), terá, em 2009, 16 balcões de check in adaptados ao atendimento de cadeirantes e piso de auxílio a pessoas com deficiência visual nos saguões.

Segundo a Infraero, estatal que administra 67 aeroportos, as obras de melhoria das condições de acessibilidade - que incluem reformas no estacionamento, escadas e banheiros- começam até dezembro, com duração máxima de um ano, e custarão R$ 2 milhões. Outra reforma está prevista para adaptar os elevadores em 2010.

O objetivo do projeto é adequar o aeroporto às normas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), revisadas em 2004.

Reformas na parte interna, entretanto, são apenas o primeiro passo para resolver um dos principais problemas para as pessoas com deficiência: continuar a viagem após a chegada ao aeroporto. O assunto é tema do Fórum de Acessibilidade em Aeroportos, que se encerra ontem em São Paulo.

Cadeirante e membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, Isaías Dias avalia como “precária desde o embarque até a saída” a acessibilidade da maioria dos aeroportos administrados pela Infraero. “Em São Paulo é difícil (para um cadeirante) tomar um ônibus”, disse Dias, que criticou a acessibilidade aos pontos e dos próprios ônibus.

Nos 19 aeroportos reformados nos últimos cinco anos - entre eles o de Congonhas- diz ele, houve melhoria da acessibilidade. “O ideal é que o passageiro com deficiência tenha as mesmas condições de escolha que os outros”, disse o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi.

Porém, questionado sobre projetos semelhantes ao de Guarulhos, ele afirmou que a empresa segue “aguardando propostas” dos aeroportos.

A administração do aeroporto de Congonhas (zona sul de SP) diz que irá elaborar projeto semelhante, ainda sem prazo.

Willer Furtado, superintendente de Congonhas, deu nota oito para as condições de acessibilidade do aeroporto; Cumbica ganhou nota sete do próprio administrador, João Márcio Jordão -nenhum dos dois é portador de deficiência.

A avaliação de Dias foi mais rigorosa. “Dou nota cinco para cada um. Não são precários, mas têm muito a melhorar.”

Em Cumbica, os 16 novos balcões terão bancadas mais baixas que as dos atuais. A chamada “sinalização tátil” do piso começará nas faixas de pedestres e irá até os balcões de informação - dois novos serão construídos no desembarque.

A reforma prevê ainda reserva de 150 vagas de estacionamento para idosos e de 60 para deficientes - já existem 30. Nos sanitários adaptados - que também já existem - serão colocadas mais barras de auxílio e duchas higiênicas. As principais escadas terão sinalização em braile, corrimãos e faixas demarcatórias nos degraus.

Até 2010 estão previstos 24 elevadores com sistema de avisos de voz e botões em altura acessível a cadeirantes - hoje, só quatro são adaptados. A reforma custará R$ 5,7 milhões.