Caracas - Principal assunto de ontem na Venezuela, o assassinato do líder estudantil opositor Julio Soto, 31 anos, ocorrido na véspera, fez o governo Hugo Chávez mobilizar a elite da Polícia Científica à cidade de Maracaibo (oeste), mas até ontem à tarde ninguém havia sido preso.
O ministro da Educação, Héctor Navarro, disse que Chávez quer a solução do crime “o mais breve possível’’.
Para o diretor da Polícia Científica, Marcos Chávez, não há dúvidas de que se trata de um assassinato por encomenda: “Estamos na presença de um homicídio por meio da ação violenta de duas pessoas. Sabemos que esses autores materiais têm uma missão planejada”.
A oposição tem cobrado a apuração rápida do assassinato e exortou Chávez a moderar suas declarações durante a campanha para as eleições regionais de 23 de novembro. “Pare com essa linguagem de ódio, raiva e vingança”, disse o líder estudantil Jonathan Patti.
Soto presidia a Federação de Centros Universitários da Universidade de Zulia, a mais importante do oeste do país. O carro onde estava foi atingido por 25 tiros.