Imagine uma história que tem de ser contada no vídeo em quatro minutos, com um orçamento de R$ 1,5 mil e apenas um dia disponível para as filmagens. Esse é o grande desafio do programa “Essa História Dava um Filme”, que estreou há um mês no canal a cabo Multishow com o objetivo de transformar artistas conhecidos em cineastas por um dia.
Depois de Malu Mader, Di Ferrero (líder do NXZero), Pitty e Gabriel o Pensador, Fernanda Takai, vocalista do Patu Fu, será a próxima a enfrentar o outro lado das câmeras. Na terça-feira, às 23h15, vai ao ar o curta dirigido pela cantora, que adaptou um de seus contos - ela escreve para os jornais de Minas Gerais e Brasília.
“Desenvolvi um personagem meio ‘zé-ninguém’, sem atrativos, que quer ser famoso”, conta Fernanda. O protagonista será esfaqueado por uma “ex-bolete” (assistente de palco do programa “Clube do Bolinha”, da Band), em um quarto de hotel em Santos, no Litoral paulista. “Há várias referências do cinema, da TV e da música. É um curta pop”, diz.
Além dos curta-metragens dos famosos, que têm quatro minutos, a atração exibe 26 minutos com os bastidores e as dificuldades enfrentadas ao longo de um dia de filmagens. Segundo o diretor-geral, Samir Abujamra, o programa é uma mistura de “reality show” com “making-of”. “Nas filmagens do Paulo Miklos, por exemplo, caiu a maior chuva, e não estávamos programados. Nós procuramos mostrar esse tipo de coisa.”
Depois de Fernanda, o próximo diretor será Supla. Inspirado nas pornochanchadas brasileiras, o músico promete diversão. “Meu personagem, Rico, um gigolô, vai ficar com todo mundo. Achei que seria engraçado. Eu apareço de peruca, cavalgando na hípica do Rio”, antecipa Supla.
Os próximos episódios terão Paulo Miklos, Alexandre Borges e Preta Gil. Outros cinco nomes estão em negociação. “O nosso problema é conciliar as agendas. Muitas pessoas têm de recusar o convite por falta de tempo”, diz Abujamra. “Caetano Veloso é um exemplo. Ele adorou a idéia, mas estava com a agenda lotada.”