09 de julho de 2026
Geral

HE fará quimio do Manoel de Abreu

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A partir de segunda-feira, todo o tratamento de quimioterapia do Hospital Manoel de Abreu passará para o Hospital Estadual (HE). A mudança estava prevista dentro de cronograma estabelecido pelo HE desde que a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) assumiu a administração do Manoel de Abreu, em abril deste ano, até então gerido pela Associação Hospitalar de Bauru (AHB).

Com isso, os cerca de 500 pacientes atendidos atualmente deverão se dirigir ao HE, assim como os cerca de 20 funcionários que trabalhavam no setor de quimioterapia, entre médicos oncologistas, técnicos e auxiliares de enfermagem, enfermeiros e oficiais administrativos.

Conforme adiantou o diretor-executivo do HE, Emílio Carlos Curcelli, não haverá demissão ou remanejamento de funções: a equipe só mudará o local de trabalho. “São profissionais já treinados que continuarão desempenhando o mesmo serviço”, esclarece.

De acordo com a assessoria de imprensa do HE, a transição se dará de maneira gradual, já que os pacientes passarão a ser atendidos na instituição de acordo com agendamento realizado previamente. Enquanto isso, todo o prontuário oncológico será informatizado e os pacientes que abandonaram o tratamento por algum motivo serão chamados ao hospital.

A informação é de que a nova sala de quimioterapia do hospital, que ainda está recebendo os últimos retoques, tenha capacidade para oferecer tratamento a 20 pessoas simultaneamente. O espaço, no entanto, deverá ser ampliado no futuro, frisa Curcelli.

A intenção é implementar um atendimento quimioterápico com retaguarda de uma equipe multidisciplinar, com nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e psicólogos. “Vamos oferecer melhores condições de tratamento para os pacientes, que serão prontamente atendidos em caso de intercorrências, por exemplo”, diz.

Com o rearranjo, o Hospital Manoel de Abreu centralizará o atendimento em radioterapia, clínica médica e infectologia. Para tanto, Curcelli destaca que toda a fiação elétrica do prédio, que estava desgastada, foi substituída para receber equipamentos novos, como monitores cardíacos e desfibriladores, entre outros.

O diretor lembra ainda que uma enfermaria desativada da unidade hospitalar está sendo reformada para aumentar a capacidade de atendimento aos pacientes. “Assim que ficar pronto, vamos transferir os pacientes para este prédio e reformar também a enfermaria que está em funcionamento. Estamos fazendo todo o trabalho de infra-estrutura para melhorar a qualidade do serviço em Bauru”, observa.