Na última eleição, os tucanos perderam a prefeitura para os petistas por apenas 80 votos. Passados quatro anos, eles esperam retomar o poder e vencer por uma diferença maior. Para conquistar o objetivo, estão se esforçando e tentando conquistar o máximo de eleitores para o partido, explica o comerciante. “Na eleição passada, a candidata era Rosa Maria Negrão. Nessa, ela é vice e o candidato é João Adirson Pacheco.”
Os petistas disputam a reeleição para o Executivo com Luciana Retz e também esperam ganhar com uma margem maior de votos. Para isso, os simpatizantes trabalham a todo vapor tentando convencer o eleitorado indeciso. “Falo com todos os conhecidos. Já convenci muitos, mas os moradores mais antigos não mudam, eles são da oposição”, explica Luzia Araújo.
A disputa eleitoral em Espírito Santo do Turvo também é sinônimo de movimentação no comércio. As camisetas se esgotaram nos pontos de vendas e o comércio de Bauru e Santa Cruz do Rio Pardo é que saiu ganhando.
Por falta de camisetas amarelas e vermelhas, o tingimento ganhou força. Na casa do petista Paulão, a movimentação é grande. No fogão de lenha do quintal a velha “panela” abrigou a tinta vermelha e tingiu a maior parte das camisetas brancas que vão ser usadas pelos apoiadores.
O tingimento envolveu vários moradores que acabaram se integrando na disputa eleitoral, quase que por acaso. A dona de casa Maria José Leite, por exemplo, passou a tingir camisetas e já está craque na atividade. O fogão, acostumado a “queimar panela” de feijoada, doce de abóbora e pamonha, passou a ser o equipamento principal da campanha. “Foram 200 tubos de tintas”, comenta a dona de casa.
Uma festa
A principal praça da cidade virou palco da campanha eleitoral. Finais de tarde, e até durante o dia, moradores se reúnem para comentar quem está na frente da disputa eleitoral. Há quem aposte que foi feita uma pesquisa e que os vermelhos estão na frente. Os amarelos rebatem e dizem que ninguém ganha eleição com pesquisa.
“Nem com bandeiras”, diz o tucano Wilson Rosa Sobrinho, 31 anos e 20 morando na cidade. Para ele, o clima eleitoral é como se fosse uma festa.
“Tem um clima de disputa saudável. Não tem briga. Eu tenho amigos que instalaram bandeiras vermelhas e eu, amarela. Não importa, a amizade é a mesma. Depois da eleição tudo volta ao normal e os amigos vão ficar.”
Tanto os petistas quanto os tucanos contam com a vitória no próximo domingo. Ambos programaram festas para comemorar a vitória com sabor de revanche. O tratorista Osmir Donizete Messias, que mora na cidade há 18 anos, diz que a “piação” vai acontecer na praça, depois do pleito. “Quem ganhar vai soltar rojões e quem perder vai sofrer a ‘piação.” Quem perde não aparece no ponto de encontro. “O cara recua, porque sofre muito com a derrota. Ele aposta no candidato e, se ele perde, fica ruim.”
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Brasília
Piratininga - Em Brasília, que não é a Capital Federal, mas sim distrito do município de Piratininga (13 quilômetros de Bauru), as eleições não parecem existir, diferentemente da movimentação da Capital do País. Na sexta-feira, as ruas estavam vazias, nenhuma bandeira ou comunicação visual de partidos ou candidatos nos imóveis indicavam que a votação municipal iria acontecer no domingo. Os eleitores do distrito votam em Piratininga.