08 de julho de 2026
Nacional

Exército termina operação no Rio

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O Exército e a Marinha terminaram ontem a Operação Guanabara no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, tendo tido como únicos “inimigos” aparentes as barricadas do tráfico e as propagandas irregulares de candidatos. As Forças Armadas Brasileiras estarão depois de hoje em 341 dos 5.563 municípios brasileiros, autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para reforçar a segurança local durante o primeiro turno das eleições municipais.

O porta-voz do Exército na operação, coronel André Luís Novaes, afirmou que a atuação nessa localidade, considerada a região mais armada do Rio, demonstra que “o Exército entra em qualquer lugar”. “Não tem onde o Exército não entre.”

Foi a ação mais complexa e demandou detalhado planejamento e grande emprego de tropas, com 4.300 homens, além de 1.000 na reserva, e contou com seis helicópteros e 20 blindados Urutus de transporte de tropas. Não houve registro de incidentes de violência. Além de garantir a segurança de agentes de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) durante três dias, os militares atuaram principalmente na remoção de 42 barricadas armadas por traficantes em pontos estratégicos das comunidades do Alemão.

Feitas com trilhos de trem, concreto, buracos ou entulhos dispostos no meio das pistas, elas impediam a livre-circulação de carros civis e veículos das polícias militar e civil.

“Deixamos o Complexo do Alemão sem nenhuma barricada. Retiramos 25 contenções do tráfico. A rua Canitá (um dos acessos) era praticamente uma ‘plantação de barricadas’: uma a cada 20 metros, 30 metros”, afirmou o coronel.

O oficial relatou que, em alguns casos, os criminosos chegaram à sofisticação de fazer buracos sob medida e fundeados em ferro para inserir os trilhos de trem. Esses buracos foram tapados com concreto, informou Novaes.

O porta-voz atribuiu o resultado pacífico da Operação Guanabara ao grande efetivo empregado e ao objetivo eleitoral. Nem durante a remoção de barricadas, os traficantes reagiram.