09 de julho de 2026
Política

233 mil decidem rumo das eleições

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O bauruense vai às urnas hoje sob a expectativa da realização ou não do segundo turno, situação que está vinculada à divisão dos votos entre Caio Coube (PSDB), Rodrigo Agostinho (PMDB), Clodoaldo Gazzetta (PV), Rosa Izzo (PDT), Márcia Camargo (PSOL) e José Leme (PHS). Para vencer hoje nas urnas, um candidato terá de obter a metade dos votos válidos mais um, excluindo brancos e nulos.

Além de definir o sucessor do prefeito Tuga Angerami, os mais de 233.654 mil bauruenses vão apontar quem serão os próximos 16 representantes da comunidade no Poder Legislativo. As 15 atuais cadeiras terão mais um representante em 2009, em razão de o município preencher o requisito para 16 membros em relação às regras vigentes de número de parlamentares em função da população.

No âmbito Legislativo, seis dos atuais vereadores não estão na disputa, o que pode favorecer o surgimento de nomes de concorrentes que ainda não tiveram a chance de obter mandato nas urnas. Antonio Carlos Garmes (PTB), Salvador Afonso (PDT), Futaro Sato (PMDB) e Primo Mangialardo (PV) decidiram não concorrer e José Clemente Rezende (DEM) e Rodrigo Agostinho (PMDB) não retornam ao Legislativo no próximo mandato em razão de disputarem a eleição majoritária. O primeiro como vice de Caio Coube (PSDB) e o segundo como concorrente do empresário, pelo PMDB.

A disputa majoritária teve nesta primeira etapa o conteúdo mais tranqüilo nos programas eleitorais de TV. Rodrigo Agostinho (PMDB) fez críticas contundentes contra o tucano Caio Coube, mas sempre no campo do confronto político. Já Márcia Camargo (PSOL) também alfinetou os adversários na TV, disparando contra todos os que não representam o universo socialista. Mas a propaganda na TV encerrou-se na última quinta-feira sem ataques pessoais.

A polarização entre dois candidatos teve início com Rodrigo Agostinho tentando ocupar o embate direto com Caio Coube. Mas o peemedebista, da aliança ‘Bauru de todos’, teve a situação ameaçada, depois dos 20 primeiros dias de campanha oficial, pelo crescimento da campanha de Rosa Izzo (PDT), sobretudo a partir dos bairros mais distantes.

Mas as promessas ancoradas nas realizações do ex-prefeito Antonio Izzo Filho não sustentaram os índices de rejeição contra o grupo, o maior entre os concorrentes ao Palácio das Cerejeiras. A partir de então, o aumento das críticas na direção de Caio Coube, por alguns dos adversários, e a estagnação da candidatura de Rosa permitiram a Rodrigo Agostinho oxigênio extra, enquanto Clodoaldo Gazzetta (PV), por sua vez, começava a crescer mais que todos os adversários nas intenções de voto.

Há 15 dias do primeiro turno, neste domingo, Caio Coube dava sinais de perda de pontos preciosos em sua liderança que, apesar disso, não foi ameaçada durante toda a etapa. Todavia, o crescimento de Agostinho e, de outro lado, de Gazzetta, além da presença de Rosa em patamar intermediário às duas primeiras colocações, passou a indicar, juntamente com a ampliação da rejeição contra Caio, a possibilidade de segundo turno.

Mas a oscilação dos números e a proximidade dos conteúdos das propostas, aliado a uma campanha sem ideologização, geram, para o eleitor, quadro de expectativa hoje, nas urnas.

Os bauruenses serão chamados a decidir se teremos ou não segundo turno e, com um fato adicional de última hora, sem indicador atualizado de pesquisa de intenção de votos em razão da proibição de veiculação dos números do instituto Ibope, determinado ontem, por volta das 19 horas, pela Justiça Eleitoral .