08 de julho de 2026
Política

Caio Coube: “Agora é hora de comparar”

Por Nélson Gonçalves | Com Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 4 min

O candidato Caio Coube (PSDB) chegou ontem em seu comitê central, no Jardim Estoril, às 21h15, já sabendo que disputaria pela segunda vez o segundo turno da eleição municipal. Em 2004, ele disputou com Tuga Angerami e, agora, vai para o confronto com o ex-secretário do Meio Ambiente (Semma) e atual vereador, Rodrigo Agostinho (PMDB). Ao falar aos apoiadores e aqueles que participaram diretamente da campanha, Coube discursou: “A regra é clara. Uma etapa vencemos. Agora tem o segundo turno. Agora é hora da comparação para vencer a eleição”.

Ao contrário do que ocorreu na primeira etapa, Caio indicou que o confronto político será a tônica da comparação. “Acho que o primeiro turno foi embate político partidário muito claro e isso é até explicado pela situação do primeiro turno. Agora é uma nova eleição e vamos comparar, apontar o que nos diferencia do adversário. O enfrentamento será mais nítido, intenso, mais claro. A temperatura do segundo turno é maior”, complementou.

Caio vai priorizar a busca de apoios. “Agora inicia-se o processo imediato de conversações, uma experiência que já tive de 2004. O partido, a aliança, vai procurar as legendas e conversar com urgência para apresentar nossas propostas para ampliar as forças nestas três semanas de campanha”, contou Caio.

O tucano evitou fazer distinção entre nomes que têm rejeição junto ao eleitorado, na hora de mencionar com quais personagens a conversa por apoio se daria. “Acho que todos os agentes políticos têm peso e relevância nesta segunda etapa, sendo ex-prefeitos, ex-vereadores, eleitos, dirigentes partidários, candidatos a prefeito desta eleição. Vamos conversar e trabalhar”, disse.

O candidato do PSDB disse que agora não cabe mais falar sobre as intenções de voto ou o nível de rejeição. “O resultado das urnas é o que vale. A população se manifestou. Tivemos uma performance muito boa, ficamos em primeiro e temos a agradecer à população que deu o privilégio de ser o mais votado. Agora eu acho que será trabalhado o índice de rejeição que se manifestou. É um novo processo, de definição e de busca de convencimento. Os adversários influenciam nessa situação e isso faz parte da disputa”, informou.

O candidato argumentou que o fato de não ter vencido no primeiro turno não preocupa. “Eu sempre tratei este assunto com muita cautela. Eu sempre procurei conter o entusiasmo e a coisa da política que as vezes contamina os parceiros. Eu sempre disse e repito que abraçamos a eleição com o esforço do primeiro turno, mas sem transformar eventual necessidade de segundo turno em insucesso. É natural neste processo, com seis candidatos, ter a divisão de votos entre seis propostas Não estivemos sozinho na disputa. Agora vamos aglutinar votos e ampliar nossos apoios”, avaliou.

Hora do voto

Caio Coube (PSDB) aceita o apoio do prefeito Tuga Angerami (sem partido) no segundo turno. A declaração foi feita antes dele votar na Escola Estadual Christino Cabral, na 47ª seção, por volta das 10h de ontem.

O tucano foi acompanhado da sua esposa, Patrícia, do vice José Clemente (DEM) e assessores. Em tom de brincadeira, após votar e acenar para os fotógrafos na cabine de votação, o tucano disse: “Votei no Leme”.

Caio disse que ficaria “lisonjeado e agradecido” se o atual prefeito de Bauru apoiá-lo. “Como todo cidadão (o prefeito), tem direito de escolher um candidato”, disse. A atual administração é reprovada pela população.

No 1º turno, o atual prefeito tem procurado manter-se neutro, mas foi acusado pela aliança adversária, “Bauru de todos”, de apoiar o tucano. O candidato do PSDB desconversou quando perguntado se vai procurar Rosa Izzo (PDT) num eventual segundo turno para buscar apoio. “Esse planejamento começa após o resultado”, declarou.

Caio negou que tenha sido “pautado” pela oposição na polêmica levantada em toda a campanha eleitoral acusando-o de ter planos de privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE) ou de querer “acabar com o Bolsa Família”. “É o lado B ruim da política”, declarou. Para o tucano, os adversários se apropriaram de uma hipótese levantada por ele de privatização de ativos da autarquia para investir em asfalto.

Esse foi o tema que incomodou o candidato e ocupou muitos minutos do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV e até nas inserções de propaganda. “A campanha serviu para confirmar algumas teses: ficou evidente que a população não quer mudança no DAE. Temos que aceitar”.

Na campanha eleitoral a cúpula do PSDB não acompanhou o candidato em todos os eventos. O tucano disse que Tobias fez campanha em 50 cidades, por isso dividiu o apoio entre Bauru e demais cidades.